Política

Nove dias depois de ter sido denunciada por usar carro que não foi pago UCV se manifesta

Entidade nega dívida, problemas de documentação e afirma que não depende das diárias parlamentares

Midiamax Publicado em 21/02/2015, às 15h27

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Entidade nega dívida, problemas de documentação e afirma que não depende das diárias parlamentares

A União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCV-MS) rebateu denúncias, feitas por Alexandre Piesco, que alega ter vendido um carro à entidade, que posteriormente não teria arcado com as parcelas, conforme o acordado em negociação de 2013. O marido da ex-dona do Peugeot 207 SW, cor preta, que é utilizado pela instituição que organiza congressos parlamentares, contou ainda ao Midiamax que a documentação do veículo encontrava-se irregular até 11 de fevereiro deste ano irregular. O presidente da UCV-MS chegou a ser procurado pela reportagem e, após nove dias da publicação, retornou o contato.

Em nota enviada ao Midiamax, Jeovani Vieira (PSD), vereador por Jateí, distante a 269 quilômetros de Campo Grande, disse que não deve nada com relação à transação comercial feita com Andreia Giaretta Chaves, inclusive tendo as parcelas do veículo Peugeot 207 SW, ano 2010, já quitadas até janeiro de 2015. Alexandre Piesco, marido de Andréia, por sua vez informou a reportagem anteriormente que estava sofrendo cobranças do banco, responsável pelo financiamento, em virtude de atrasos do pagamento do carro. 

Jeovani afirmou ainda que não conhece nenhum garagista que seja vizinho da família de Andréia, ex- dona do Peugeot, que teria intermediado a transação comercial do carro. Segundo o vereador, as denúncias feitas por Alexandre vêm atender a interesses escusos, com o intuito de denegrir a imagem do parlamentar, como também das Câmaras Municipais, que por meio de seus vereadores participam dos encontros promovidos pela UCVMS. 

Na versão de Alexandre, a família diz ter deixado o carro sob os cuidados de um garagista de Dourados (localizada a 230 quilômetros da Capital), o qual indicou Jeovani como comprador, por ser alguém de sua confiança. 

“Boa tarde! Voce recebeu meu e-mail com os dados do bradesco para efetuarmos a transferência? Peça por gentileza ao Jeovani para sanar os débitos existentes, parcela e ipva para dar andamento na documentação.( avise ao jeovani que estou recebendo carta de cobrança da financeira pois a parcela esta com 13 dias de atraso). Grato. Alexandre – Em Quinta-feira, 27 de Março de 2014, às 19:40”, diz uma mensagem de Alexandre tentando fazer a transferência do carro, que era, conforme ele, impossibilitada por problemas na documentação, atraso das parcelas e desinteresse da UCV em assumir a identificação do documento do Peugeot.

Em outra mensagem, do mesmo dia, mostrada por Alexandre, é confirmado o interesse da UCV, manifestado por um funcionário da entidade, em resolver o suposto problema do Peugeot. Quase um ano se passou e, indignado com a demora e uma inscrição do nome da sua esposa em dívida ativa, o esposo de Andreia resolver procurar o Midiamax, que procurou Jeovani para saber sobre o caso. 

A UCV-MS é organizadora de congressos parlamentares, com pelo menos dez edições anuais, a maioria com sucesso de público. Todos eventos com ciclos de palestras pagos por Câmaras Municipais do Estado, com o intuito de capacitar os seus vereadores. O alto salário dos vereadores, diárias parlamentares, além de outras ajudas de custo disponíveis em várias cidades de Mato Grosso do Sul, permitem aos vereadores o investimento nos eventos promovidos pela entidade presidida por Jeovani. 

Todavia, a UCV-MS, pelo comunicado ao Midiamax, refutou a classificação na matéria veiculada no dia 11 de fevereiro, como uma entidade custeada por “congresso de vereadores”. De acordo com a instituição sem fins lucrativos, a sobrevivência da UCV-MS está ligada às contribuições associativas pagas pelas Câmaras Municipais filiadas.

“O trabalho que realizamos visa a capacitação dos vereadores, iniciativa esta que tem recebido elogios não só dos participantes, como também de expressivas autoridades e promotores do Estado. As inscrições cobradas são legais, dando-nos estrutura para promover eventos de qualidade e voltados aos interesses principalmente dos vereadores”, comentou o presidente.

Jornal Midiamax