Política

ASSISTA AO VIVO: Senado vota se mantém Delcídio do Amaral preso

Julgamento é transmitido ao vivo e quase 10 mil pessoas acompanham

Jessica Benitez Publicado em 25/11/2015, às 20h35

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Julgamento é transmitido ao vivo e quase 10 mil pessoas acompanham

A sessão de apreciação do Senado acerca do pedido de prisão do senador sul-mato-grossense Delcídio do Amaral (PT). Os legisladores devem discutir primeiro se os votos serão abertos ou com identidade ocultada. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), bem como Randolfe Rodrigues (Rede/AP) apresentaram questão de ordem sobre o assunto.

Outros quatro componentes vão abordar o tema e para não haver demora nos discursos, o presidente da Casa de Leis, Renan Calheiros (PMDB/AL) , estipulou fala de cinco minutos para cada um. Até o momento os pronunciantes são favoráveis ao voto aberto, alegando que há emenda de 2001 à Constituição Federal para que não haja votação secreta em situação como esta.

O regimento interno, porém, defende o ocultismo. “Mas não podemos deixar o regimento prevalecer sobre a Constituição”. Eles destacam que não estão satisfeitos com a cenário, até agora inédito na história do Senado, mas pedem que tudo seja feito “às claras”. A sessão pode ser acompanhada pelo Youtube (veja aqui) e o internauta pode comentar simultaneamente. 

Delcídio do Amaral, líder da presidente da República Dilma Rousseff (PT), já prestou depoimento à Polícia Federal e permanece preso desde a madrugada desta quarta-feira (25). Ele é acusado de tentar obstruir trabalho da Operação Lava Jato, instaurada para apurar esquema de corrupção na Petrobras.

Nos depoimentos colhidos no decorrer da investigação o ex-diretor na estatal, Nestor Cerveró, citou o nome do petista na articulação para compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), contrato esse supostamente usado para desvio de dinheiro público e caso que desencadeou a Lava jato.

A prisão foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após denúncia de que Delcídio teria ofertado mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não aceitasse delação premida, bem como não mencionasse seu nome à polícia. A conversa foi gravada por um filho do ex-diretor e repassada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao Supremo para embasar o pedido de prisão.

O petista também traça rota de fuga ao depoente e afirma que o “foco” deve ser tirar o ex-diretor da Petrobras da prisão”. “Agora a hora que ele sair tem que ir embora mesmo”, sugere. O filho de Cerveró, então, cogita fugir pela Venezuela, mas o senador diz que seria melhor sair do Brasil pelo Paraguai, país que faz divisa com Mato Grosso do Sul.

Além dele, também foram presos o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado de Nestor Figueiró, Édson Ribeiro, e o banqueiro do BTG Pactual, André Esteves. A reportagem conversou com vários assessores do senador, de Campo Grande e Brasília, mas ninguém soube dizer o que está acontecendo. Eles alegam que tentam contato com o senador, mas não conseguem falar. 

Jornal Midiamax