Política

Assessor de ministro, Giroto teve porta arrombada e diz que operação da PF ‘é circo’

Giroto é assessor do ministro dos transportes de Dilma

Evelin Cáceres Publicado em 09/07/2015, às 14h37

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Giroto é assessor do ministro dos transportes de Dilma

O assessor especial Edson Giroto, do ministro dos Transportes, conversou com o Jornal Midiamax a respeito das buscas feitas pela Receita Federal e Polícia Federal à sua mansão em Campo Grande nesta quinta-feira (9) e chamou a Operação Lama Asfáltica de ‘sacanagem e pura exposição’.

“É pura exposição e sacanagem. Não tem mandado de prisão, nem nada. Só para ver se tinha documentos para esclarecer as investigações sobre a Proteco e sonegação fiscal do João Amorim. Não deixaram nem o menino que estava lá abrir a porta, entraram arrombando a porta. Não acharam nada, isso é circo puro”, reclamou.

Giroto diz estar em Brasília com a esposa e a filha e que pediu ao seu advogado para acompanhar a ação da Polícia na sua mansão. “A única coisa que levaram foi um computador da minha esposa. Vou ver com meu advogado como processar a Receita Federal e a Polícia por abuso de poder, porque estão falando da minha vida”.

Para o ex-secretário de Puccinelli, a operação na sua casa foi desnecessária. “Poderiam ter me chamado para depor, olhar os contratos do governo. Tudo o que tem é público e eles têm acesso”.

Doações

Edson Giroto foi beneficiado com doações da Proteco Construções Ltda, de João Amorim, desde 2010. Na época, ele foi eleito deputado federal e usou R$ 50 mil das doações da empresa.

Em 2012, quando foi derrotado nas urnas ao tentar a Prefeitura de Campo Grande, a Proteco doou R$ 1,4 milhão ao Comitê Financeiro Único do PMDB, um dos financiadores da campanha de Giroto. 

Jornal Midiamax