Política

Assembleia deve abrir procedimento interno para apurar confusão

Intuito é saber se servidores participaram da briga

Jessica Benitez Publicado em 25/09/2015, às 17h38

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Intuito é saber se servidores participaram da briga

A Assembleia Legislativa deve abrir procedimento interno para apurar se houve participação de servidores da Casa de Leis na briga que ocorreu depois da sessão desta quinta-feira (24) por conta da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar se há participação do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) no conflito entre índios e fazendeiros em Mato Grosso do Sul. Segundo o presidente do Legislativo, Junior Mochi (PMDB), a prerrogativa é do deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB) por tratar-se de segurança interna.

“Ele pode abrir sindicância interna apara apurar se houve atos praticados pelos servidores. Mas essa prerrogativa é dele, eu não li ato nenhum ainda”, explicou o dirigente. Ele ressaltou, ainda, que o desentendimento ocorreu depois do expediente no parlamento e ao lado externo da AL. Durante a sessão a proponente da CPI, deputada Mara Caseiro (PTdoB), chegou a discutir com manifestantes ligados aos indígenas e contrários à apuração. 

Além disso, eles querem que a CPI do Genocídio Indígena também seja aberta. O advogado Rogério Batalha estava em meio aos manifestantes e alega ter sido agredido por integrante da segurança da Assembleia Legislativa com uma ‘chave de braço’ e a mando de Mara.

Por outro lado, a assessora de imprensa da parlamentar postou no Facebook foto de uma das mãos avermelhada. Ela alega ter sido agredida pelos manifestante quando estava filmando a confusão e registrou Boletim de Ocorrência para documentar o fato e pedir providência policial.

Mochi avalia que fez o máximo possível para manter o clima de paz. “Eu conduzi a sessão com a maior paciência do mundo, isso aconteceu após o término da sessão e o cidadão (advogado) nem é daqui, parece que é de São Paulo. Ele estava xingando, falando palavra de baixo calão contra a deputada”.

Câmara Federal – Antes do episódio, o deputado federal e ex-governador do Estado, Zeca do PT, levou sugestão de abertura da CPI do Genocídio Indígena à Brasília, fato que gerou discussão entre ele e a também deputada federal sul-mato-grossense, Tereza Cristina, ela compõe bancada ruralista.

“Na semana passada mais uma liderança indígena foi baleada, agora no município de Iguatemi. Eu me reuni com nossos deputados e propus, que eles apresentassem a criação da CPI do Genocídio praticado pela pistolagem. Porque estão contratando pistoleiros a rodo para atacar aqueles, que legitimamente lutam por sua terras tradicionais, os indígenas”, afirmou Zeca na última quarta-feira (23). Em resposta, Tereza Cristina insinuou que o petista estaria querendo colocar mais” lenha na fogueira” dos conflitos entre indígenas e produtores rurais.

Jornal Midiamax