Política

Amorim: contratos vigentes com a PMCG podem chegar a R$ 100 milhões

Empreiteiro teria 14 contratos com a Prefeitura da Capital

Jessica Benitez Publicado em 09/07/2015, às 21h00

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Empreiteiro teria 14 contratos com a Prefeitura da Capital

Fonte de dentro da Seintrha (Secretaria Municipal Infraestrutura, Transporte e Habitação) garante que a Prefeitura Municipal de Campo Grande mantém 14 contratos vigentes com a Proteco, empresa de João Amorim, um dos alvos da Operação Lama Asfáltica, realizada pela Polícia Federal com a CGU (Controladoria-Geral da União). Ainda segundo informações extraoficiais, juntas as contratações, válidas por um ano, somam cerca de R$ 100 milhões. 

O Executivo, porém, não confirma os dados, apenas se limita a dizer que realmente há contratos em vigência, não há como congelá-los enquanto a investigação não se aprofundar e, de fato, apresentar irregularidades. Sendo assim, a Prefeitura só vai se pronunciar quando for provocada oficialmente, é o que assegura a assessoria de imprensa.

A postura se estende ao líder da Semad, Valtemir de Souza Brito, popularmente conhecido como Caco. “Enquanto não tiver uma clareza que comprove irregularidades não tem como haver pronunciamento”, disse. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão em 19 locais hoje pela manhã, entre eles a casa de João Amorim, empreiteiro atuante tanto no governo do Estado quanto na Capital desde as gestões do ex-governador André Puccinelli (PMDB), bem como do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB).

Tanto que o deputado federal, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, protocolou em 2014 um pedido de investigações sobre possíveis direcionamentos de licitações para empresas ligadas ao empresário a Amorim. Na denúncia, dos R$ 21 milhões mensais que a Prefeitura de Campo Grande gastaria com operações de tapa-buraco, mais de 60% deste montante seria destinado à Proteco.

Jornal Midiamax