Política

PMDB quer fidelidade e Nelsinho espera que partidos com candidaturas anunciadas devolvam cargos

Os partidos continuam as movimentações para o pleito eleitoral de 2012 e algumas decisões começam a ser tomadas. Em Campo Grande, durante a reunião do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), o presidente do diretório estadual Esacheu Nascimento destacou a qualificação dos filiados para o exercício do poder. “De 2009 a 2010 mais de três […]

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 20h38

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Os partidos continuam as movimentações para o pleito eleitoral de 2012 e algumas decisões começam a ser tomadas.


Em Campo Grande, durante a reunião do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), o presidente do diretório estadual Esacheu Nascimento destacou a qualificação dos filiados para o exercício do poder. “De 2009 a 2010 mais de três mil filiações, em 2011, foram mais 4.260 filiações, então o PMDB tem mais de 52 mil filiados em Mato Grosso do Sul e no Brasil todo também cresceu”, informou.


De acordo com Nascimento, o PMDB cometeu equívocos nas últimas eleições. “Nós não vamos mais consentir o que houve no passado de deputado estadual nosso, deputado federal nosso ir aos municípios e subir no palanque do adversário do nosso candidato do PMDB. Nós queremos resgatar a fidelidade partidária e penalizar aqueles que infringirem essa conduta partidária”.


Para Nascimento algumas coligações também fazem parte dos equívocos. “Fazer coligações com partidos que não tem expressão para caminhar sozinhos, mas que tem um ou dois nomes que são reconhecidos na sociedade e vem ao abrigo do PMDB apenas para se eleger. Se eles disputassem sozinhos não se elegeriam, mas acabam se elegendo ao abrigo do PMDB”. E acrescentou: “O PMDB acaba servindo de muleta para aqueles que não conseguem se eleger sozinhos. Não é que nós não queremos a convivência com os partidos. Penso que cada um na proporcional deve ter a sua chapa própria e dialogar com a sociedade”.


Candidatura


O presidente do diretório destacou que o partido quer eleger candidato próprio em Campo Grande. Questionado sobre o nome do candidato para a capital, Nascimento parafraseou o ex-presidente da República Tancredo Neves. “Se a gente não consegue pensar em uma eleição seis meses antes, imagine eu que sou um aprendiz de política”.


Nascimento ressaltou que os pré-candidatos do partido estão dialogando com a sociedade. “Pesquisas estão sendo feitas, mas isso só deve ser definido depois de março”.


Sobre os possíveis candidatos, Nascimento não apontou nenhum nome, mesmo falando do deputado federal Edson Giroto, que voltou ao PMDB e do vereador Paulo Siufi, que tem reafirmado sua possível candidatura. “As pesquisas são meros indicativos. Quem delibera o nome do candidato é a convenção do partido, até lá muita coisa pode acontecer e até outro nome pode aparecer”.


Mudanças


Na capital, o prefeito Nelson Trad Filho já anunciou que os partidos aliados que desejam lançar candidaturas próprias nas eleições de 2012 terão que deixar os cargos, de sua administração, até o final de dezembro de 2011.
Para o prefeito é importante que até o final do mês os cargos sejam desocupados para que as mudanças administrativas sejam realizadas, de forma que não comprometa o funcionamento. “É de se esperar que eles entreguem as suas respectivas pastas”, enfocou Trad.


Trad destacou que há secretarias importantes sob o comando de aliados tradicionais que podem lançar candidatura própria.


Entre os aliados que devem lançar candidatura própria estão o PSDB e o PPS, Reinaldo Azambuja e Athayde Nery, respectivamente. “Eu não gostaria de tirar ninguém”, ponderou o prefeito.


Segundo o Nelsinho, a questão será resolvida com tranquilidade. “Eu não tenho problema nenhum em sentar com eles e organizar esta questão”.


O prefeito informou que até o momento não houve sinalização dos aliados quanto a saída das indicações partidárias.

Jornal Midiamax