Política

Envolvidos na morte de vereador só prestam depoimento ano que vem

Ireneu Maciel, Aparecido Souza Fernandes e Valdemir Vansan, homens já enquadrados por homicídio qualificado pela morte do vereador presidente da câmara de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, serão interrogados pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no dia 8 de fevereiro, às 13h. No mesmo dia serão ouvidas as testemunhas […]

Arquivo Publicado em 14/12/2010, às 21h03

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Ireneu Maciel, Aparecido Souza Fernandes e Valdemir Vansan, homens já enquadrados por homicídio qualificado pela morte do vereador presidente da câmara de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, serão interrogados pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no dia 8 de fevereiro, às 13h. No mesmo dia serão ouvidas as testemunhas de defesa dos acusados, sendo duas por meio de carta precatória na comarca de Ponta Porã.

Nesta terça-feira foram ouvidas oito testemunhas de acusação, entre elas o vice-prefeito e pai de Carlos Antônio, Alcino Carneiro; e a viúva Nara Simone Silva Carneiro. A oitiva do prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva, foi dispensada nesta etapa, pois para o juiz, o promotor Douglas dos Santos e o assistente de acusação Ricardo Trad, em consenso, entendem que ele não é nem testemunha de defesa e nem de acusação.

Segundo o juiz Aluízio Pereira, no dia 8 de fevereiro serão ouvidas nove testemunhas de defesa, sendo que duas delas são de Ireneu Maciel e será por meio de carta precatória na comarca de Ponta Porã. Depois de ouvidas, o magistrado vai interrogar os três homens e encerrar sua parte no caso definindo se os acusados vão a júri ou não. “Tudo vai depender do entendimento, inclusive podem ser absolvidos, conforme disposições da lei”, explica.

Um dos momentos mais marcantes entre os depoimentos foi quando a viúva de Carlos Antônio revelou que seu marido havia contado que um homem o chamou e perguntou quanto ele queria para calar a boca, em relação a futuras denúncias contra a administração municipal de Manoel Nunes. Segundo Nara Simone Carneiro, o marido teria contado “que não ganhava dinheiro daquele jeito” e que foi rebatido com um recado de que “ele poderia amanhecer com a boca cheia de formiga”. Neste momento, o pai de Carlos Antônio – Alcino Carneiro – começou a chorar na sala e mostrou falta de ar por alguns instantes.

Segundo as investigações, Ireneu chegou a ir em Alcinópolis para executar o crime, mas não o fez por considerar a cidade muito pequena, o crime iria chamar muito a atenção, e de difícil meio de fuga. Alcinópolis fica a 387 Km da Capital e tem 4.500 habitantes.

Manifestação

Cerca de 40 pessoas entre amigos, familiares e colegas de trabalho do vereador Carlos Antônio Carneiro, de Alcinópolis, foram ao Fórum da Capital para acompanharem a audiência acerca do assassinato dele. Eles fizeram uma manifestação silenciosa pedindo justiça no caso do assassinato. Todos estavam com camisetas brancas que traziam a foto do vereador e pedido de justiça.

Entre outros documentos, o advogado Ricardo Trad que auxilia na acusação, apresentou a requisição de passagem em nome do Ireneu com carimbo da assistência social municipal. A requisição de número 00889, emitida em 10 de outubro deste ano.

Entre outros documentos, o advogado Ricardo Trad que auxilia na acusação, vai apresentar a requisição de passagem em nome do Ireneu com carimbo da assistência social municipal. A requisição de número 00889, emitida em 10 de outubro deste ano.

Segundo depoimento de Alcino Carneiro, a dona de uma pensão de Alcinópolis revelou que Ireneu se hospedou por alguns dias antes do crime e que nunca deixou que os responsáveis pela limpeza entrassem no quarto. Ele mesmo pegava os lençóis para trocar e devolvia os sujos. Outro detalhe é que o acusado toda manhã fecha a conta do pouso e renovava no final do dia.

Jornal Midiamax