Polícia / Trânsito

Motociclista de 22 anos morre ao colidir em caminhão que saía de atacadista no Rita Vieira

Jovem havia saído do trabalho e seguia para casa para almoçar; bombeiros tentaram reanimação por 40 minutos

Gabriel Maymone e Dayene Paz Publicado em 05/08/2021, às 12h32 - Atualizado às 13h00

Moto da vítima atingiu lateral de caminhão que saía de supermercado
Moto da vítima atingiu lateral de caminhão que saía de supermercado - Marcos Ermínio / Midiamax

Motociclista identificado como Lucas Lino Rodrigues, de 22 anos, morreu em acidente de trânsito por volta do meio-dia desta quinta-feira (5), na Avenida Frida Puxian, em frente ao atacadista Bate Forte, no Bairro Rita Vieira.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax no local, o rapaz havia saído do trabalho e seguia para casa para almoçar.

A vítima seguia em uma Honda Fan de cor preta pela Avenida Frida Puxian, quando colidiu na lateral de um caminhão que estava saindo do supermercado para entrar na via. Informações colhidas no local dão conta de que o rapaz não teria tido visibilidade, uma vez que no local vários caminhões ficam estacionados em uma curva, na faixa amarela.


Caminhões parados na faixa amarela atrapalham visibilidade de motoristas - Foto: Marcos Ermínio / Midiamax

O Corpo de Bombeiros foi acionado e os militares tentaram reanimar o motociclista por cerca de 40 minutos, mas a vítima apresentava TCE (Traumatismo Crânio Encefálico) grave e não resistiu. O motorista do caminhão envolvido no acidente está em choque.

Motoristas que passam pelo local reclamam que os caminhões de abastecimento ficam estacionados na faixa amarela em frente ao mercado e atrapalham a visibilidade no trânsito.

Família esperava para almoço

A prima da vítima, Luciene Carlos, de 35 anos, relatou que Lucas trabalhava na empresa KM transportes e almoçava com ela e com a tia todos os dias. "Estava em casa com a minha tia e ela falou que não ia almoçar para esperar por ele [Lucas], porque não gosta de almoçar sozinha", diz,  contando que em seguida receberam a notícia do acidente.

O rapaz mora com a tia, mas, segundo a prima, todos os dias visitava a mãe. Os pais de Lucas já haviam perdido uma filha por conta de doença, quando a menina tinha 15 anos, e ele era o único filho vivo do casal.

A prima também informou que ele não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação), mas estava se planejando para dar entrada no documento.

Jornal Midiamax