Polícia / Trânsito

Caminhoneiros liberam rodovias em Mato Grosso do Sul

Os protestos são principalmente contra o Governo Federal

Diego Alves Publicado em 09/11/2015, às 23h16

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Os protestos são principalmente contra o Governo Federal

As rodovias do Estado já foram liberadas pelos caminhoneiros nesta segunda-feira (9) em Mato Grosso do Sul. Várias rodovias do País foram interditadas totalmente e parcialmente em protestos contra o a alta nos impostos e elevação dos combustíveis. De acordo com Osny Bellinati, presidente do Sindicam MS (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul), todas as rodovias foram liberadas.

Em Mato Grosso do Sul, a MS-134, próximo ao km 121, em Nova Andradina, foi interditada na manhã desta segunda-feira (9) e no início da tarde, e a BR-267, km 367, perto a Maracaju também foi bloqueada. A BR-463 km 105, próximo a Ponta Porã, foi liberada, o bloqueio durou cerca de duas horas.

Os bloqueios também aconteceram na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

As rodovias estão fechadas para trânsito de caminhões e outros veículos pesados, apenas carros de passeio passam normalmente. Ao Midiamax, alguns caminhoneiros acreditam que as manifestações podem perder a força nos próximos dias em Mato Grosso do Sul.

A greve é comandada pelo CNT (Comando Nacional dos Transportes), movimento que surgiu na Internet, e que não está ligado aos sindicatos dos caminhoneiros. O presidente do Sindicam/MS (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul), Osny Bellinati, afirmou que desconhece qualquer paralisação no Estado.

Esta é a segunda greve de caminhoneiros no ano: a primeira ocorreu em fevereiro e as interdições em rodovias prosseguiram até abril.

De acordo com informações da página do CNT, na época, o governo se dispôs a levar em consideração todas as solicitações, mas muitas foram vetadas posteriormente. Entre as reivindicações do movimento estão a redução do valor do diesel, tabelamento do preço de fretes e refinanciamento de dívidas bancárias, salário unificado em todo o país e criação de uma tabela com valor mínimo de frete.

Jornal Midiamax