Esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC envolvendo fraudes em postos de combustíveis é alvo de megaoperação do Ministério Público de São Paulo, deflagrada nesta quinta-feira (28). O produtor musical, campo-grandense, Ivan Carlos Miyazat é citado no processo.
Miyazato é conhecido no meio musical por ter trabalhado com artistas de projeção nacional como Gusttavo Lima, Luan Santana e Zé Neto e Cristiano.
Conforme as investigações, ele teria envolvimento com Jonas Silva Corrêa, o ‘Gordão’, apontado como um nome grande dentro do PCC.
Tudo consta em relatórios do MPSP que apontam o envolvimento da facção criminosa na adulteração de combustíveis, fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e manipulação de preços. O prejuízo estimado pelas autoridades que esses crimes causaram é de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
As investigações mostraram que eles são sócios na empresa Miyazato Music Produções S/A e Hiperhit Produções S/A. A reportagem confirmou que Jonas aparece como diretor, enquanto Ivan consta como presidente.

Agora, os investigadores querem esclarecer o envolvimento de Ivan, se a ligação com o membro do PCC seria para lavagem de dinheiro.
Em nota oficial, Miyazato afirma que já tinha conhecimento das investigações, mas afirmou não haver provas da ligação do produtor com a facção.
A defesa do produtor diz ainda que as receitas da empresa “provém da prestação de serviços lícitos e comprovadamente realizados”.
Por fim, a nota diz que Ivan Miyazato está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.
Operação cumpriu mandados em MS
A PF (Polícia Federal) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (28), seis dos 14 mandados de prisão preventiva decretados em operação contra um esquema operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação, intitulada Operação Carbono Oculto, combate um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro relacionado ao setor de combustíveis.
O Estado de Mato Grosso do Sul faz parte dos alvos da ação, com os municípios de Dourados e Iguatemi. Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Cerca de mil postos de combustíveis vinculados ao PCC movimentaram R$ 52 bilhões entre os anos de 2020 e 2024, segundo a operação.
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