Mãe de uma criança de 08 anos procurou a polícia e fez um boletim de ocorrência contra uma professora da Escola Municipal Josefa Maria Da Conceicao – Dona Zefa, em Anastácio, cidade a 137 quilômetros de Campo Grande.
Na delegacia, a mãe relatou que iria levar a filha à escola quando ela começou a chorar. A mãe então achou estranho e perguntou o motivo dela não querer ir para a escola. Consta no registro policial que criança falou que a professora disse que quem demorasse a escrever, iria apanhar na mão com uma régua.
A mãe então levou a filha para escola e procurou a direção, onde relatou o fato na secretaria. A secretaria, conforme a mãe, disse ser difícil ter acontecido tal fato e não tomou nenhuma providência sobre o relato.
Posteriormente, nos outros dias, a menina foi para a escola contra sua vontade e sempre chorando. No último dia 21, após a mãe falar para a filha que arrumava as coisas para ela ir para a aula, a criança voltou a chorar e contou que a mãe não poderia deixar ela ir para a escola, pois a professora era má.
A mãe lembra que novamente perguntou à filha o motivo dela falar aquilo, quando a menina disse no que (dia 19 de agosto), a professora ficou sozinha com ela na sala de aula, onde pegou um cortador de unhas e falou para ela fechar os olhos e esperar que ela iria pintar uma unha preta no pé dela igual a da série de TV Wandinha. Após abrir os olhos, percebeu que a professora cortava o couro do pé dela, pois sentia dores.
Após o fato, a filha disse que a professora contou que se ela falasse para alguém, iria espirrar spray de pimenta no olho dela cortar lhe a língua com uma faca da cozinha. A mãe diz que na mesma hora olhou o pé de sua filha e viu que estava com vários cortes no solado do pé, com formato de cortador de unhas.
A mãe conta tirou foto do pé com as lesões e ligou para escola pedindo uma reunião. Na reunião, estavam todos os funcionários da direção, a professora, e outras duas professoras que ficam na sala com ela. O pai e mãe da criança relatam que professora negou tudo.
Já a direção, ainda segundo consta no registro policial, falou que era difícil ter acontecido os ocorridos e que criança sempre imagina fatos. A mãe ressalta que viu o desespero no olhar da filha quando falava em ir para a escola, pois nunca tinha acontecido, já que a filha sempre gostou de ir à aula. A direção então, segundo a mãe, sugeriu que ela transferisse a menina para o período vespertino. Mesmo assim, a filha perguntou: “mãe e se ela ir à tarde me pegar?”.
A mãe disse que levou a filha par ser atendida por um psicólogo no posto de saúde e foi informada que a ela terá mais sessões para apurar o fato. O caso foi registrado na delegacia da cidade e segue em investigações
A diretora da escola emitiu uma nota à reportagem. Leia abaixo:
Me chamo Sirlene Moura dos Santos e estou diretora da Dona Zefa e tenho prestado serviço a essa comunidade desde 2017. A aluna foi matriculada no dia 12/08 e mãe procurou a escola relatando o fato no dia 22/08, reunimos todos os envolvidos, ouvimos e registrei tudo pra que os fatos fossem analisados. A mãe registrou um boletim de ocorrência e denunciou ao Conselho Tutelar, sendo assim já está sendo apurado pelos órgãos competentes. Eu não havia sido procurada para me posicionar em nenhum outro jornal, sendo esse o primeiro. A escola está colaborando para que todos os fatos sejam esclarecidos e a verdade seja exposta. A instituição é uma escola tradicional, preza pelo bem estar dos estudantes e não compactua com nenhum tipo de violência.