Lyferson Barbosa da Silva, encarcerado no Presídio Federal de Campo Grande, é um dos alvos da Operação ‘La Catedral’, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (25).
Além de Mato Grosso do Sul, a operação ocorre em várias cidades no estado de Pernambuco. São cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, dois afastamentos de função e o sequestro de bens dos investigados.
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Durante as investigações, foi descoberto que um grupo composto por detentos e policiais penais promovia crimes dentro do presídio, como corrupção e tráfico de drogas.
Entre as ações criminosas estava o recebimento de propina. Foi apurado pela polícia que os policiais penais recebiam joias, refeições e até aparelhos celulares em troca de benefícios aos detentos do Presídio de Igarassu.
Segundo publicado pelo site local JC PE, as investigações apontaram que Lyferson atuava como líder do grupo criminoso. Ele foi condenado em 2016 por participação no homicídio do médico Artur Eugênio de Azevedo, pois teria sido contratado para executá-lo.
Depois, em 2024, houve a transferência para Campo Grande. Na época, a Justiça alegou que havia necessidade do regime diferenciado. Isso porque Lyferson continuava dando ordens ao grupo por meio de celulares.
Detento teria ordenado ataques a repartições públicas
Antes da transferência para MS, em 2023, foi descoberto um diálogo no qual Lyferson teria ordenado a um comparsa ataques ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), escolas e um hospital. Além disso, a ordem era de que veículos fossem incendiados e pessoas inocentes assassinadas.
Ainda segundo publicado pelo JC PE, os criminosos estariam insatisfeitos com decisões tomadas pela segurança pública estadual. Por isso, houve a ordem dos ataques.
Ao Jornal Midiamax, a Agepen (Agência Estadual do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) informou que nenhum policial penal de MS foi alvo da operação.
‘La Catedral’
A operação ‘La Catedral’ descobriu uma organização criminosa composta por detentos e policiais penais que atuavam no Presídio de Igarassu, em Pernambuco. Foram cumpridos mandados em Recife, Paulista, Goiana, Carpina, Abreu e Lima, Itapissuma (todas em Pernambuco) e em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A investigação teve início após a identificação de um detento que comandava diversas atividades ilícitas na unidade, contando com o apoio de servidores do sistema prisional. Durante as apurações, foram constatados atos de corrupção passiva praticados por policiais penais, além de acessos indevidos a sistemas internos para favorecer detentos.
Os investigados poderão responder por tráfico e associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, prevaricação, promoção ou facilitação de ingresso de aparelho telefônico em presídio e participação em organização criminosa.
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