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Polícia

Gritos de desespero de mãe de Emanuelly marcam despedida de menina morta em Campo Grande

Emanuelly foi estuprada e morta por esganadura
Thatiana Melo, Aline Machado -
Familiares se despedem de Emanuelly (Eliel Dias, Midiamax)

O desespero e gritos de dor marcaram a despedida da menina Emanuelly Victória Souza, de 6 anos, estuprada e morta na quarta-feira (27), por Marcos Willian Teixeira Timóteo, de 20 anos, que morreu em confronto com a polícia nesta quinta-feira (28).

Muito abalados, familiares se despedem da pequena que teve a vida interrompida aos 6 anos. A mãe de Emanuelly, grávida de 8 meses, não falou com a imprensa. Muito abalada, a mulher gritava de dor e desespero pela morte da filha. “É muito dolorido, ela vai fazer muita falta”, disse o padrasto.

“Mesmo morto [Marcos], parece que está solto por aí pela brutalidade do que fez com Emanuelly”, disse Deivid ao Midiamax.

Emanuelly teve o corpo encontrado dentro de uma banheira embaixo de uma cama, na casa de Marcos Willian. Ele sequestrou a menina na parte da manhã de quarta (27), quando a levou de casa para a sua residência. A família acredita que ele tenha oferecido doces para Emanuelly para conseguir levá-la. 

O padrasto da menina disse ao Jornal Midiamax que sempre orientava para que ela não saísse com pessoas estranhas, mas Willian sempre estava na região, já que morava no bairro. Ele ainda afirmou que Marcos Willian não era íntimo da família, apenas já havia trabalhado junto dele. 

Alerta de maus-tratos

O Sul acompanhava a família de Emanuelly Victória Souza Moura, 6 anos, desde 2020, com denúncias de maus-tratos, como não ser alimentada e faltar à escola. 

Segundo informações, o último atendimento do conselho a família foi em maio, quando em uma das agressões sofridas a menina acabou com o braço quebrado. Conforme informações, a menina não era alimentada adequadamente, e teria sofrido ameaças de morte e até de que seria enterrada. 

Devido às agressões sofridas, Emanuelly também deixava de frequentar a escola. Quando recebeu atendimento no órgão, o padrasto afirmou que as denúncias eram por causa de desentendimentos familiares e que a renda da família é limitada ao

Na época, foi relatado que, mesmo com dificuldades, o básico para as crianças estava sendo garantido. Equipes do Cras (Centro de Referência de ) Guanandi acompanhavam a família, mas na época do atendimento não foram identificados indícios de violação de direitos das crianças, apenas situação de vulnerabilidade social.

Gritos de desespero ao saber da morte da filha

O relógio marcava 2h22 da madrugada, quando a mulher, que está grávida, passou na Rua São Gabriel gritando e chamando pela filha. O áudio desesperador foi capturado por uma câmera de segurança, onde a mulher dizia: “Minha filha!”

O crime brutal chocou a cidade de . Além do áudio da mãe, câmeras de segurança registraram Emanuelly e seu assassino andando pelas ruas do bairro, ao lado de um cachorro. Entretanto, o que a família não sabia era que aquele seria o último registro dela viva.

“Ele [Willian] veio e pegou a menina cedo aqui, por volta das 8 horas. Quando foi 11 horas, ele foi comigo fazer uma diária de serviço e ficou a tarde inteira comigo, minha filha lá na casa dele, já morta”, detalhou o pai David Bernardes, de 26 anos.

Assassinato

Emanuelly foi encontrada morta numa banheira, embaixo de uma cama, dentro da residência de Marcos Willian, localizada na Rua Joaquim Manoel de Carvalho, na Vila Carvalho, em Campo Grande.

Quando os policiais chegaram à casa do suspeito, encontraram a residência vazia. O chão da cozinha estava sujo de barro e com marcas de chinelo. Com isso, eles entraram na casa e fizeram uma varredura.

Em um dos cômodos, os policiais ergueram uma cama e, embaixo, estava uma banheira de bebê contendo, em seu interior, um volume grande enrolado em uma coberta marrom, presa com fita adesiva. Ao abrirem parcialmente a coberta, Emanuelly foi encontrada morta.

Alta periculosidade

Aos 14 anos, Marcos Willian estuprou um bebê de 1 ano e 5 meses, abandonando a criança em meio a um matagal. O bebê sobreviveu. Anos depois, Marcos estuprou de forma contínua a enteada. Ele ainda era adolescente quando cometeu este outro estupro.

Mas por que Marcos Willian estava solto? Perante a lei, ele cometeu, ainda quando adolescente, um ato infracional, uma infração análoga a crime, que está prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Neste caso, o adolescente é considerado inimputável penalmente, o que significa que ele não é criminalmente responsável como um adulto. Marcos Willian passou por duas vezes pelo sistema da Unei (Unidade Educacional de Internação), com medidas socioeducativas aplicadas para ele.

Quando adulto, ele teve passagem por violência doméstica.

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(Revisão: Bianca Iglesias)

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