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Polícia

Réu por deixar homem paraplégico em negociação por moto abre júris de outubro: ‘Não sou bandido’

Vítima ficou com paraplegia e disse que apenas não foi baleada mais vezes porque fingiu estar morta
Victória Bissaco -
Jheimison no Tribunal do Júri nesta terça-feira - (Foto: Victória Bissaco)

O primeiro dia de outubro começa com o julgamento popular de Jheimison Quirino da Silva, de 29 anos, acusado de tentar matar Paulo Henrique Brito, de 32 anos. Cinco anos após o crime, motivado pela negociação de uma motocicleta, a vítima convive com uma sequela permanente, a paraplegia. Nesta terça-feira (1º), sentado ao banco de réus, declarou não ser bandido.

Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a vítima comprou a motocicleta do réu e, como pagamento, deu a motocicleta dela com todas as parcelas quitadas. Contudo, após a negociação, Jheimison teria se arrependido e passou a solicitar o veículo de volta.

A vítima negou a devolução, então, o réu restringiu a senha de acesso ao consórcio, o que impediu Paulo Henrique de continuar os pagamentos das parcelas da motocicleta comprada que ainda restavam. Dessa forma, o veículo foi apreendido.

No dia da apreensão, segundo o MPMS, Jheimison retirou a motocicleta apreendida e ficou com os dois veículos. Paulo Henrique foi até a casa do pai do réu e pediu para que ele intervisse. Em seguida, deixou a residência.

Foi na saída da casa que o réu abordou a vítima. Ele estava de carro e dois passaram a conversar sobre a motocicleta negociada, momento em que Jheimison disparou contra a coxa de Paulo Henrique, que caiu no chão. Depois, deu mais dois tiros, os quais deixaram a vítima com paraplegia.

A vítima declarou aos jurados que Jheimison apenas parou de disparar porque Paulo se fingiu de morto. O réu foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.

Medo e ameaças

Em depoimento nesta terça (1º), Jheimison afirmou que Paulo Henrique o perseguia. Ainda, disse que, no dia do crime, a vítima estava armada com uma faca e disparou por medo de ser atacado. Cabe ressaltar que o laudo pericial indica que a vítima e o réu estavam a cerca de 4 metros de distância um do outro.

Antes dos tiros, Jheimison relatou que ele e Paulo tiveram uma “discussão acalorada”, com direito a ofensas, e que a vítima chegou a se apoiar no vidro do carro dele, colocando em diversos momentos as mãos nas costas, como se estivesse armado.

Foi somente quando Paulo se afastou que Jheimison efetuou os disparos. “Eu imaginava que ele estaria com alguma arma, eu não sabia, não conseguia ver no primeiro momento, o fato dele ter feito o movimento de vir para cima de mim. Depois que ele caiu com os outros disparos, aí que consegui ver o armamento que ele estava utilizando”, afirma.

Sobre a arma utilizada, o réu afirmou que adquiriu por R$ 3.200 de um morador do bairro e que andava com ela no porta-luvas do carro para fazer o trajeto casa-faculdade, pois, segundo ele, o condomínio do pai era escuro e ele temia pela própria segurança.

Durante o depoimento, o réu, ainda, disse que cometeu o crime sem intenção, pois, segundo relato dele, diferente da vítima – que possuía diversas passagens na Polícia – tinha muito a perder. “Não sou bandido, não tenho a intenção de matar ninguém”.

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