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Polícia

Mulher é condenada a 17 anos por matar Luiz para ficar com moto emprestada 

Juiz ainda definiu indenização de R$ 10 mil para a família da vítima por danos morais, e declarou a perda dos objetos apreendidos para a União
Mirian Machado -
Angélica é julgada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. (Victória Bissaco, Midiamax)

Angélica Aparecida da Cunha foi condenada a 17 anos de prisão, em regime fechado, por matar Luiz Carlos de Souza Sanchini, de 49 anos, em março de 2023.

Durante depoimento, ela tentou justificar o crime afirmando que ele a havia estuprado.

Uma amiga da autora, da época, contou em depoimento no julgamento que ao saber do crime ficou apavorada enquanto a autora estava calma. Ainda, disse que Angélica afirmou ter matado Luiz porque estava em dívida com ele. “Mas não falou nada sobre a moto”.

Juiz ainda ordenou a indenizar a família da vítima em R$ 10 mil por danos morais a serem corrigidos desde a data do crime, e declarou a perda dos objetos apreendidos para a União.

A promotoria requereu condenação por homicídio qualificado e por ocultação de cadáver, além do reconhecimento de reincidência.

Já a defesa sustentou legítima defesa e privilégio do domínio da violenta emoção, seguida a injusta provocação da vítima, afastamento das qualificadoras e absolvição também na ocultação de cadáver, já que o colocar na rua tem fácil visão pública.

O Conselho de Sentença, por fim, acabou por condená-la no homicídio e a absolveu pela ocultação de cadáver.

Corpo de Luiz foi encontrado em terreno baldio – (Foto: Henrique Arakaki – Arquivo Midiamax)

Relato da assassina

Ela disse que conheceu Luiz Carlos por uma plataforma de compra e venda. Os dois começaram a conversar e, então, Angélica comprou a motocicleta dele. O contato dos dois era apenas sobre a negociação da motocicleta. “Não peguei emprestada, eu comprei. Ele disse que não tinha PIX, então, eu pagava em dinheiro e ele assinava a promissória”, afirma.

Angélica conta que pagou nove prestações de R$ 300 e, na noite do crime, pagaria os últimos R$ 300. Contudo, já havia negociado a motocicleta com um dono de garagem, pois estava com o motor ruim. Afirma que mandou até uma foto do documento para o garagista, mas não entregou o documento físico. “Ele falou que só ia devolver a moto se a gente pagasse o dobro, senão ele não ia devolver”, disse. Ela explicou para Luiz Carlos, que continuava a cobrando.

Segundo Angélica, Luiz disse que estava em um processo de separação com a ex-mulher dele e precisava dessa moto para dividir os bens.

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