Motorista de aplicativo de 32 anos alega ter sido vítima de injúria qualificada por LGBTfobia e ameaça no início da madrugada desta segunda-feira (23), no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, além de dirigir, a vítima também atua como profissional da saúde. Às autoridades, ele informou que, no horário informado, aceitou uma corrida com destino ao bairro Tiradentes. Na ocasião do embarque do passageiro, a vítima notou que este estava mancando muito, então, desceu do veículo e abriu a porta do carona da frente de seu carro e ofereceu para o passageiro fazer o percurso ali, pois seria mais fácil para estender a perna machucada.
Percebendo as dificuldades do passageiro, a vítima se identificou como profissional da área e ofereceu ajuda, perguntando se poderia tocar no joelho do autor, para identificar a causa da dor. Quando estava realizando o procedimento, porém, o passageiro teria notado que a vítima é homossexual por conta de seus trejeitos e, então, irritado, proferiu xingamentos e desceu do carro, dizendo que não queria mais fazer a corrida.
Ocorre que, às autoridades, ele informou que, momentos antes de realizar o embarque, telefonou para o passageiro, uma vez que não estava encontrando o endereço do mesmo. Na posse do número de seu telefone celular, o passageiro, após a confusão, passou a enviar mensagens proferindo ameaças contra o homem, dizendo que irá encontrá-lo e irá matá-lo, constantemente referindo-se ao mesmo com palavras pejorativas.
Temendo por sua segurança, a vítima procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para registrar o crime. A Polícia Civil investiga o caso.