Francisca de Assis Rocha, de 67 anos, assassinada pelo marido de 40 anos, na madrugada deste domingo (27), em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, tentou se defender arranhando o rosto e pescoço do autor. O marido acabou preso por um policial civil de folga.
O policial contou ao Midiamax que estava em casa quando, por volta das 5h30 da manhã, vizinhos foram até a sua casa chamando-o dizendo sobre um possível feminicídio. Quando o policial chegou à residência, encontrou o autor sentado dizendo falas desconexas.
Para o policial, o autor disse que ia embora para a casa de seu pai, já que a esposa estava morta. De acordo com o relato dele ao agente, a mulher teria atentado contra a própria vida. Mas quando o policial entrou no quarto viu a vítima deitada na cama e coberta até o pescoço. Ao lado da cama dela, estava um colchão, onde o filho com deficiência intelectual estava deitado.
O homem estava com o pescoço e rosto arranhados e teria dito ao policial que um gato havia provocado as lesões, mas acabou sendo descoberto que Francisca teria tentado se defender das agressões do marido.
O filho com deficiência intelectual de Francisca contou ao policial que o padrasto havia assassinado a sua mãe. “Ele subiu em cima dela e apertou o pescoço”, disse o rapaz.
Para o policial, ele confessou o crime e disse que havia ingerido bebidas alcoólicas antes de cometer o feminicídio. O autor se disse arrependido. Vizinhos contaram que a idosa era constantemente agredida pelo marido e que nunca registrou um boletim de ocorrência contra ele.