A Justiça concedeu liberdade à suspeita, de 36 anos, de matar a cadeiradas o idoso Vasfredo Guabiraba Moreira, de 63 anos, em Sonora, a 361 quilômetros de Campo Grande, após insultos homofóbicos e transfóbicos. A mulher havia sido presa em flagrante na segunda-feira (19), na casa da mãe dela, e passou por audiência de custódia nesta terça-feira (20).
A autora teria entrado em vias de fato anteriormente com a vítima. Conforme a decisão, em decorrência disso e pela ausência do laudo necroscópico, o qual atestaria o que teria ocorrido e o que teria levado a vítima a óbito, a juíza responsável optou por não converter a prisão em flagrante para preventiva. “A decretação de sua prisão preventiva seria desarrazoada com as provas até o momento obtidas”, pontua.
Em depoimento à Polícia, a autora, que é uma mulher trans, disse que ‘partiu para cima’ de Vasfredo após xingá-la, dizendo: “olha lá o viadinho passando, esses viados tem tudo é que morrer”. Ela passava em frente à casa dele, por volta das 3h30, quando foi atacada verbalmente.
Antes disso, a suspeita e o idoso entraram em vias de fato, mas a motivação não foi informada. O irmão de Vasfredo disse para a Polícia Civil que, na primeira briga, foi avisado por um desconhecido e foi até a casa do irmão.
Ele encontrou o idoso parado, embaixo de uma árvore, mas não estavam mais brigando. Já por volta das 5h10 da manhã, resolveu passar na casa de Vasfredo para ver como ele estava. Foi quando encontrou o irmão já sem vida e acionou a polícia. Os policiais foram atrás da suspeita em sua casa, mas só a encontraram na residência de sua mãe.
Morto a cadeiradas
A suspeita relata que o idoso estava sentado na frente de casa junto a outro homem quando passou a ofendê-la, após o início das agressões, esse terceiro teria se evadido da casa da vítima.
Ainda segundo relato da autora, ela passou a dar socos e chutes, pois não aceitava ser destratada daquela forma. Além disso, foi ferida com uma mordida no dedo e, por último, teria quebrado uma cadeira de plástico na vítima.