A Justiça de Mato Grosso do Sul converteu a prisão de Roberto Antunes Tobias em prisão preventiva em audiência de custódia, nesta segunda-feira (19), em Três Lagoas. Ele é acusado de matar asfixiada a mulher, Karina da Silva Cunha. Ela é a 20ª vítima de feminicídio no Estado em 2024.
A decisão foi do magistrado Rodrigo Pedrini Marcos. Após matar Karina asfixiada, Roberto dormiu ao lado do corpo e ainda ligou o ar-condicionado para que não exalasse cheiro. Em depoimento, ele disse que alugou um quarto para ficar até pensar no que iria fazer.
Ainda em depoimento, o suspeito explicou que ficou em dúvida se Karina tinha morrido e saiu da casa. Depois, percebeu que ela tinha falecido, deixou o corpo na residência e alugou um quarto, para pensar no que iria fazer.
Também segundo o autor, ele confessou que dormiu ao lado do corpo da vítima após matá-la asfixiada e que ligou o ar-condicionado, devido ao cheiro.
O feminicídio
A polícia descobriu o crime depois que o autor ligou para a mãe, dizendo que havia matado Karina. Após isto, a mãe do suspeito entrou em contato com uma vizinha dele, avisando do crime, e só então, a polícia foi acionada.
Ele disse que da noite de sexta-feira (16) para a madrugada de sábado (17) os dois tiveram uma briga e, durante a discussão, apertou o pescoço da vítima. Porém, afirmou não se lembrar de mais nada. O casal estava junto havia três meses.
Na manhã de sábado, o suspeito saiu do local, seguindo para um destino desconhecido, mas depois entrou em contato com sua mãe para relatar o ocorrido. Ele foi preso em flagrante.