Sonho que virou pesadelo. Esse é o sentimento de uma bancária de 42 anos que denunciou dois vidraceiros, de 74 e 30 anos, após pagar mais de R$ 15 mil e receber o serviço pela metade no bairro Parque dos Novos Estados, em Campo Grande. A vítima procurou a delegacia na última segunda-feira (16) para registrar boletim de ocorrência.
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À reportagem do Jornal Midiamax, a mulher relatou que viu uma divulgação de uma empresa de vidraçaria em uma rede social no mês de agosto e entrou em contato para pedir um orçamento para as obras de sua casa.
Logo, bancária recebeu um dos suspeitos em sua casa, contratou os serviços e um dos contratos foi fixado no valor de R$ 7.250. “Nós demos R$ 4 mil em PIX e R$ 3.250 foi parcelado no cartão”, explicou.
Após 30 dias, um dos vidraceiros entregou vidro das janelas, porta e outras coisas acordadas no contrato. Porém, faltou a entrega do guarda-corpo na torre de inox da residência que, segundo a vítima, custa R$ 3.663.
Neste momento, o vidraceiro foi até o imóvel da mulher e fez outro orçamento, fixando o valor de R$ 15 mil. “Aí nós demos R$ 8 mil de entrada via PIX e ficou faltando R$ mil”, relatou a vítima.
Com isso, totalizou um valor de R$ 15.250 pago pela vítima ao vidraceiro. Contudo, não foi entregue o guarda-corpo e as portas, combinados com a dupla no segundo contrato feito em novembro. Quando questionado sobre os serviços a serem entregues, os suspeitos davam várias desculpas para a vítima.
Ao Jornal Midiamax, a bancária disse que sente que teve o sonho dela e do marido destruído. “Eu me sinto arrasada porque colocamos uma pessoa que confiamos dentro de casa e descobri depois que ele é um estelionatário. A gente trabalha muito para conseguir as coisas que temos para entrar uma pessoa na sua casa e destruir seu sonho. Isso é um sonho que está no papel há muitos anos que a gente estava conseguindo concretizar agora e veio ele para destruir”, desabafou.
Ela ainda contou que entrou em contato com outro vidraceiro. “Eu entrei em contato até com outro vidraceiro, o dinheiro que paguei para ele (estelionatário), eu poderia ter pago uma pessoa honesta que entregasse o meu serviço”, lamentou a vítima.
Diante disso, ela procurou a Polícia Civil e o caso foi registrado como fraude eletrônica na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).
À reportagem, a vítima disse que soube que existem mais de 30 registros de ocorrência contra a dupla, sendo mais de 18 investigados por estelionato. O Jornal Midiamax apurou também que a dupla responde a quatro processos na Justiça pelo crime de estelionato.
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