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Polícia

PM que matou empresário no Procon foi reformado por problemas psicológicos

Ele acabou perdendo o porte de arma, bem como devolveu a arma funcional para a Polícia Militar
Renata Portela -
Equipes policiais em frente ao Procon - Foto: Marcos Ermínio/Midiamax

O policial militar José Roberto de Souza, de 53 anos, foi reformado em 2015 por problemas psicológicos. Na reserva desde 2011, ele acabou perdendo o porte de arma, bem como devolveu a arma funcional para a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o militar foi para a reserva remunerada em 2011, sendo reformado já em 2015. Isso teria ocorrido por problemas psicológicos, no entanto, não foram especificados quais seriam esses problemas.

Assim, com a motivação pela qual o militar foi reformado, ele deveria perder o porte de arma.

A princípio, o policial não tem antecedentes criminais. Após o assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho, 67 anos, na manhã desta segunda-feira (13), ele fugiu a pé pelo Centro de Campo Grande.

Até o momento, há informação de que o militar deve se apresentar com advogado. No entanto, isso deve ocorrer passado o flagrante.

Funcionários lamentam morte

Funcionários de Antônio Caetano falaram da ‘boa pessoa’ que o patrão era. O empresário foi assassinado pelo policial militar reformado após um serviço feito na caminhonete do autor.

Assim, um dos funcionários contou ao Jornal Midiamax que Antônio sempre foi muito correto em tudo que fazia e sempre ajudava a todos. “Era um excelente patrão e pessoa”, disse. Os funcionários da empresa estavam incrédulos e abatidos com o crime que aconteceu nesta manhã.

Ainda segundo um dos funcionários, Antônio sempre documentava tudo e era o primeiro serviço que o policial fazia na empresa. Tal serviço foi feito em dezembro, e foi dito ao militar que muitas distribuidoras fecham no fim do ano, sendo que a garantia estendida seria dada após a volta das distribuidoras.

Mas, neste meio tempo, José Roberto entrou com uma reclamação no Procon alegando ter sofrido transtornos neste período. Ele havia pedido uma indenização. No entanto, a causa foi ganha pelo empresário que demonstrou através de documentos que havia refeito o serviço para o militar assim que foi cobrado do defeito.

Já nesta segunda-feira (13), durante a conciliação, o empresário cobrou o policial sobre os R$ 630 que ele havia ficado devendo e, nisso, José Roberto se levantou dizendo que iria pagar a dívida e atirou contra Caetano, que morreu no local.

Em seguida, o policial fugiu a pé pelas ruas centrais da cidade. O militar entrou para a reserva em 2015, segundo a assessoria de comunicação da PM. O filho de Caetano contou ao Jornal Midiamax que acredita que o crime tenha sido premeditado.

Também segundo o filho do empresário, o policial trocou o motor da caminhonete no fim do ano passado, mas deu problemas e o militar reformado reclamou, sendo que voltou a empresa para refazer o serviço, mas ocorreu a demora, já que era fim de ano e a empresa entrou em recesso. Neste período, o policial acabou entrando com uma ação no Procon.

Mas, o serviço foi refeito e Caetano havia pedido para que o policial retirasse a queixa no Procon, já que tudo havia sido feito. Nesta segunda (13), o empresário estava na sala de conciliação e o policial reformado teria sido cobrado desse saldo devedor de R$ 630, quando o militar teria dito “vou pagar”.

Falhas na segurança serão apuradas

Falhas de segurança no Procon, em Campo Grande, deverão ser apuradas após o assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, segundo Patrícia Cozolino, Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. O empresário foi morto com três tiros na cabeça.

Segundo Patrícia, a secretária executiva de Brasília do Procon deve vir a Campo Grande para apurar possíveis falhas ocorridas nesta manhã. No momento do crime, havia quatro seguranças patrimoniais no local.

Ainda segundo a secretária, a triagem será reforçada e será estudado se existe a necessidade de instalação de detector de metais na entrada. De acordo com Patrícia, o autor entrou na sala de audiência nesta segunda (13) para buscar um documento que havia esquecido na última sexta-feira (10), após não ter êxito na audiência.

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