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Polícia

Pescaria digital e boleto falso: 136 sul-mato-grossenses sofrem tentativa de fraude por dia

Saiba como os golpistas tentam roubar seus dados e saiba como se prevenir desse tipo de crime
Gabriel Maymone -
Sites falsos são principais formas de obter dados das vítimas para obter vantagens ilícitas. (Foto: Kísie Ainoa / Midiamax)

Pesquisa divulgada pela Serasa Experian revela que seis sul-mato-grossenses foram vítimas de tentativa de de identidade por hora no mês de janeiro deste ano. No total, esse tipo de crime somou 4.211 registros, conforme o indicador da entidade.

A fraude de identidade é quando um golpista tenta se passar por outra pessoa para obter alguma vantagem como comprar, transferir dinheiro, abrir contas ou solicitar empréstimos em nome de terceiros. O objetivo dos criminosos reflete no fato de que a maioria dos golpes envolveu o segmento de bancos e cartões de crédito.

Para isso, o criminoso precisa ter acesso a dados da vítima como CPF, RG, CNH, endereço ou dados bancários, por exemplo.

O grande problema é que, nos últimos anos, intensificou-se o uso de plataformas digitais que armazenam os dados pessoais de clientes e, consequentemente, houve aumento no vazamento de informações.

“É fundamental que o consumidor tenha muita atenção com seus dados pessoais e as empresas devem investir em soluções de autenticação e prevenção à fraude, além de conscientizar seus clientes divulgando informações e orientações seguras”, diz o diretor de Produtos de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.

Na visão segmentada do levantamento, é possível identificar que a maioria das vítimas tem entre 36 e 50 anos. Na sequência, aparecem vítimas com idade entre 26 e 35 anos.

Tipos de fraude

‘Pescaria digital’

Um dos tipos mais comuns de fraude de identidade ocorre por meio de técnica chamada ‘phishing’, que consiste em enganar a pessoa para que ela compartilhe dados como senhas e números de cartões de crédito.

O termo faz referência à palavra em inglês fishing, que significa pescaria. O método consiste justamente em tentar fisgar a vítima, ou seja, fazer a pessoa morder a isca lançada pelo golpista.

As vítimas, normalmente, recebem e-mail ou mensagem de texto imitando uma organização em que confiam como, por exemplo, bancos ou órgãos do governo.

O tom da mensagem costuma ser alarmista para assustar a vítima e não deixá-la raciocinar direito, exigindo uma ação imediata. Junto, a mensagem traz um link para levar a vítima a um site imitando uma página legítima daquela organização.

O ato de clicar no link seria a ‘mordida’ na isca, pois é dessa forma que o golpista consegue os dados da vítima. Na página, o criminoso coloca um campo para que a pessoa informe um login com usuário e senha. Se isso for feito, os dados vão diretamente para os criminosos, que utilizarão para roubar identidade, contas bancárias ou até mesmo vender essas informações no mercado clandestino.

Um golpe muito comum é enviar uma oferta incrível para adquirir um produto. Assim, quando a pessoa preencher os dados cadastrais e de pagamento, imaginando estar fazendo uma boa compra, ela está apenas tendo seus dados roubados.

Fraude sintética

Essa é uma modalidade em que o criminoso cria uma ‘nova identidade’, usando dados de pessoas reais. Os fraudadores conseguem criar um ‘personagem’, combinando um CPF inativo ou de pessoa falecida com um nome real.

Dessa forma, os golpistas conseguem solicitar empréstimos, linhas telefônicas e outros produtos. Ainda, conseguem abrir contas em bancos, especialmente os digitais.

Boletos falsos

Nessa modalidade de golpe, o criminoso se passa por vendedor ou prestador de serviços, enviando um boleto para a vítima, por e-mail, mensagem ou WhatsApp.

A mensagem diz que o boleto está atrasado e que a pessoa deve pagar. Os dados são obtidos de forma ilegal, através do vazamento de dados de empresas com as quais essas pessoas estão relacionadas, como operadoras de , por exemplo.

Como não cair em golpes

  • Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos.
  • Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar pegar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador.
  • Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com vírus para funcionarem sem que o usuário perceba.
  • Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências.
  • Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo.
  • Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado.
  • Inclua suas informações pessoais e dados de cartão se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro.
  • Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de qualquer fraude do Pix.

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