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Polícia

Delegado se irrita ao ser questionado pela defesa sobre investigação: ‘também não presenciou nada’

Clima ficou tenso quando delegado Thiago Macedo foi questionado sobre o começo das investigações, já que só entrou no caso meses depois
Thalya Godoy, Mirian Machado -

Os ânimos voltaram a ficar alterados na tarde desta segunda-feira (17), durante o 1º dia de julgamento de Filho, e Vladenilson Daniel Olmedo, o ‘Vlad’. O ficou tenso durante depoimento da segunda testemunha de acusação, delegado da Polícia Civil, Thiago Macedo.

O delegado se irritou ao ser questionado pelo advogado de defesa de Marcelo Rios sobre a investigação inicial dos fatos, isso porque o crime aconteceu em abril de 2019, mas Thiago entrou no caso em outubro daquele ano. Ainda em depoimento, disse que estudou muito sobre o que se tinha de investigação até o momento.

O delegado foi questionado se no mesmo dia da prisão de Marcelo Rios compareceu um advogado e se outros advogados o entrevistaram também, mas o delegado disse que não se recorda, por já ter anos e cerca de 15 mil páginas de processo.

“Não sei ser tão preciso como o senhor afirma. É o que aconteceu, é o que está relatado em documento público. É o relatório de investigação. É o que foi passado nas reuniões da força-tarefa pelos colegas que já estavam na época. Eu confio muito nas informações que eles prestaram”, disse.

O advogado insistiu em questionar se a testemunha presenciou e o delegado respondeu: “o senhor sabe que não, acredito que seja uma pergunta retórica. O senhor tem entendimento de todo processo, eu acredito”.

O advogado continuou e perguntou sobre um dos advogados que foi processado criminalmente e absolvido e então o delegado disse que ficou sabendo que algumas absolvições estão sob o crivo do Tribunal de Justiça e que não há desfecho definitivo para muitas ações penais. “Nem tudo que está na investigação de repente convence o judiciário, o jurado, mas posso afirmar que essas informações são verdadeiras”, disse.

Nesse momento, foi questionado pelo advogado se foi pelo que ele ouviu e então Thiago se irritou com a pergunta e retrucou. “Pelo que nós apuramos doutor. Não preciso dizer que o senhor também não presenciou nada. No entanto, faz perguntas com base nos autos, com base no que os clientes afirmam, então nesse ponto nos estamos em pé de igualdade”.

A situação de atrito voltou a acontecer quando a palavra foi passada para a defesa de Jamil Name. O advogado Eugênio questionou até mesmo quanto tempo de carreira tinha o delegado. Thiago disse que tem 13 anos de carreira.

Eugênio o questionou sobre ter assinado o relatório final, sendo que as primeiras investigações estudou e se aprofundou no caso e perguntou como foi decidido o relatório.

“Fizemos análise conjunta de todas as informações. Buscamos extrair as informações. Eu redigi grande parte, Sartori, Daniela também participou, depende do capítulo que cada um tinha mais afinidade. Todos compartilharam do mesmo entendimento.”

O advogado questionou ainda sobre tatuagem de Juanil, que seria uma carpa. Quando o delegado disse que não se recordava, a defesa fez questão de lhe mostrar. “Essa fotografia que me mostrou está em preto em branco, não tá nítida, quer que eu faça um juízo de valor?”, questionou Thiago.

Foi quando lhe perguntaram se a tal tatuagem indicava membro de alguma organização criminosa, e o delegado respondeu que sim e não.

Execução de Matheus

O crime aconteceu na Rua Antônio Vendas, no Jardim Bela Vista, no dia 9 de abril de 2019. O relato é de que o crime teria ocorrido mediante orientações repassadas por ‘Vlad’ e Marcelo Rios, a mando de Jamil Name e Jamil Name Filho.

Naquela noite, vários tiros de fuzil AK-47 foram feitos contra Matheus. No entanto, os criminosos acreditavam que dentro da caminhonete estava o pai do jovem, que seria o verdadeiro alvo dos acusados.

Também segundo as investigações, o grupo integrava organização criminosa, com tarefas divididas em núcleos. Então, para o MPMS, Jamil e Jamil Filho constituíam o núcleo de liderança, enquanto ‘Vlad’ e Marcelo Rios eram homens de confiança, ‘gerentes’ do grupo.

Já Zezinho e Juanil seriam executores, responsáveis pela execução de pessoas a mando das lideranças. Assim, meses depois, os acusados acabaram detidos na Operação Omertà, realizada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e pelo Gaeco.

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