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Polícia

Defesa de Name reclama da pena de 23 anos e já avisa que vai recorrer contra condenação

Defesa afirmou que entrará com recurso contra decisão e advogados de Vlad ainda não se pronunciaram
Thalya Godoy, Gabriel Neves -
jamil name-julgamento
Advogado de Jamil Name, Nefi Cordeiro. (Kísie Ainoã, Midiamax)

A defesa de Filho afirmou que irá recorrer da decisão que o condenou a 23 anos e 6 meses de cadeia pela morte do estudante Matheus Coutinho, em . A sentença foi proferida nesta quarta-feira (19).

De acordo com o advogado Nefi Cordeiro, será necessário entrar com recurso, pois “a justiça não feita”. Name foi condenado pelos crimes de homicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima – e posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Do mesmo modo, a defesa de afirmou que irá recorrer da decisão. Rios foi condenado a 23 anos de prisão pelos mesmos crimes de Name.

A defesa de Vladenilson Olmedo, condenado a 21 anos de detenção, ainda não se pronunciou sobre a sentença ou os próximos passos que serão tomados pela defesa.

Réus são condenados a mais de 20 anos

Jamil Name Filho foi condenado a 23 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Matheus Coutinho, morto em abril de 2019 no lugar do pai, Paulo Xavier, o PX. Ele foi condenado sob acusação de ser o mandante do crime. O julgamento, considerado o maior da história de Mato Grosso do Sul, foi finalizado na noite desta quarta-feira (19), após três dias de sessões em Campo Grande.

Os outros acusados, Vladenilson Olmedo e Marcelo Rios foram condenados a 21 anos e 6 meses e 23 anos de prisão, respectivamente. Os dois são apontados como os responsáveis por organizar a execução.

Após mais de 1 hora reunidos, os jurados do Conselho de Sentença condenou Jamil Name Filho, Vladenilson Olmedo e Marcelo Rios pelos crimes de homicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima – e posse ou porte ilegal de arma de fogo. Os réus foram absolvidos do crime de receptação.

Confira como ficou a condenação de cada um dos réus

Jamil Name Filho – Total de 23 anos, foi condenado à pena de 20 anos de reclusão por homicídio qualificado – motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima; três anos e seis meses de reclusão e pagamento de 60 dias-multa por posse ou porte ilegal de arma de fogo. Ele foi absolvido da acusação de receptação.

Marcelo Rios – Total de 23 anos e pagamento de 120 dias-multa, foi condenado à pena de 18 anos de reclusão por homicídio qualificado – motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima; um ano e seis meses de reclusão e pagamento de 60 dias-multa por receptação do veículo roubado utilizado no crime; três anos e seis meses mais pagamento de 60 dias-multa por posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Vladenilson Olmedo – Total de 21 anos, foi condenado a 18 anos de reclusão por homicídio qualificado – motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima; três anos e 6 meses de reclusão por posse ou porte ilegal de arma de fogo mais 60 dias-multa.

Julgamento encerra crime ocorrido há 4 anos

O julgamento, que teve inicio na segunda-feira (17), coloca um ponto final ao crime ocorrido em 9 de abril de 2019, que tinha como alvo Paulo Xavier, conhecido como ‘PX’, pai de Coutinho.

Jamil Name Filho já tem três condenações, que somam 23 anos e 2 meses de prisão.

Ele se sentou no banco dos réus pela primeira vez e deve enfrentar outro júri pelo assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como ‘Playboy da Mansão’. O julgamento pela morte de Marcel ainda não foi marcado.

O que motivou a execução?

As investigações demonstraram que Jamil Name e Jamil Name Filho teriam ordenado a morte de Paulo Xavier. PX já teria atuado com a família, na prestação de serviços enquanto também atuava como policial militar.

Inclusive, já teria feito segurança particular de Jamilzinho, na época em que ele teve uma briga com Marcel Colombo, o ‘playboy da mansão’, em 2018. Marcel foi assassinado a tiros em uma cachaçaria da cidade, também segundo a investigação a mando da família Name.

Foi nessa época que PX conheceu o advogado Antonio Augusto de Souza Coelho, com quem passou a ter uma relação próxima. Paulo Xavier também tinha vínculos com a Associação das Famílias para Unificação e paz Mundial.

Nesse período, Antonio foi procurado pela associação, para resolver pendências comerciais e negociar propriedades. Foi então que passou a negociar com a família Name, que se viu em prejuízo financeiro.

Depois, PX teria passado a prestar serviços para o advogado e parou de atender a família Name. Foi então que os líderes decidiram pela morte do policial. No contexto da denúncia, é relatado que a organização criminosa se baseava na confiança e fidelidade, por isso o abandono ao grupo foi malvisto.

A partir da ordem de execução de Paulo Xavier, homens de confiança da família Name foram acionados para colocarem o plano de morte em prática. São eles Marcelo Rios, ex-guarda municipal de Campo Grande, e o policial aposentado Vladenilson Olmedo.

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