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Polícia

Com R$ 5 mil de recompensa, Midiamax entrega à Polícia provas sobre uso do nome do jornal em ataque político

Link de notícia falsa foi compartilhado em vários grupos de WhatsApp
Renata Portela -
mulher
Foto: Nathalia Alcântra/Midiamax

Na tarde desta terça-feira (16), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul recebeu mais de 20 evidências telemáticas que podem ajudar a encontrar a origem de uma campanha de desinformação que usou o nome e a marca do Jornal Midiamax com ataques a políticos em página falsa.

As provas são prints e detalhes de contatos que distribuíram o link criminoso no último dia 13, a partir de mensagens no aplicativo WhatsApp. Para reunir o máximo de dados relevantes para a investigação, o Jornal Midiamax anunciou R$ 5 mil reais em recompensa.

No total, 22 leitores que auxiliaram enviando as informações de forma que possam ser usadas para facilitar o trabalho da Polícia vão começar a receber nesta quinta-feira (18) as recompensas de R$ 100.

O Jornal já está entrando em contato com os leitores que colaboraram e foram qualificados para o recebimento da recompensa. Os pagamentos serão feitos por pix.

Assim que foi avisado sobre a campanha de desinformação usando o nome e a marca do Jornal, para espalhar um texto com o título “Escândalos sexuais chegam a Azambuja e Riedel”, o Jornal avisou aos leitores que o material não foi produzido nem publicado em momento algum pelo Midiamax.

Além disso, registrou um boletim de ocorrência e iniciou a campanha com recompensa para achar os criminosos por trás do golpe mal aplicado.

O que é uma campanha de desinformação?

Uma campanha de desinformação é uma forma de grupos políticos ou com interesses definidos tentarem manipular a opinião pública espalhando fatos falsos como se fossem notícias. Essas notícias falsas passaram a ser chamadas de ‘fake news’ (notícia falsa, em inglês).

Conforme o advogado Thiago Nascimento Lima, foram entregues à polícia mais de 20 prints, todos feitos por leitores do Midiamax, em que estão documentados o link da notícia falsa e os contatos responsáveis pelo envio.

As imagens são de grupos de WhatsApp, em maioria de tema político, e entregam nomes e telefones de pessoas possivelmente envolvidas com o crime. O caso foi encaminhado para a 3ª Delegacia de Polícia de e a investigação corre em segredo de Justiça.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é documentos-nathalia1-1024x576.jpg

Ainda de acordo com o advogado, os documentos foram entregues para colaborar com as investigações, já que podem indicar possíveis autores.

A investigação está em fase inicial e é apurado crime de violação de direito autoral, previsto no artigo 184 do Código Penal. Outros crimes ainda podem ser imputados aos suspeitos, como falsidade ideológica.

TRE-MS mandou tirar página do ar

Decisão publicada na segunda-feira (15) pelo desembargador Vladimir Abreu da Silva, do (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), determinou a retirada imediata do ar de link para página que usou o nome e a marca do Jornal Midiamax para espalhar texto apócrifo com ataques contra o governador (PSDB), o candidato do PSDB, Eduardo Riedel, e servidoras estaduais.

Conforme a decisão, a empresa WIX.COM SERVIÇOS DE INTERNET LTDA deveria remover a publicação sob pena de diária de R$ 10 mil. Além disso, também deveria informar os dados cadastrais, pessoais e outras informações que possam contribuir para a identificação de pessoas responsáveis pelo domínio que publicou a ‘fake news’, que começa com ‘patricianunes1984b’.

Já na terça-feira (16), a página não estava mais no ar. Na decisão, o desembargador pontua que em visita ao endereço corrobora a alegação de anonimato, já que na página não há qualquer informação sobre os responsáveis pelo conteúdo, e constatou a tentativa de copiar a identidade visual do Jornal Midiamax, que nunca divulgou as informações citadas no material apócrifo.

Como saber se saiu no Midiamax?

O texto espalhado, apesar de colocar o nome do jornal e a marca no topo da página, é facilmente desmascarado.

Além de mal escrito, não tem no topo a URL do Jornal Midiamax. É fácil verificar: se o endereço começa com “https://midiamax.uol.com.br“, você está na página verdadeira.

Qualquer outro endereço na parte de cima no seu navegador ou celular indica que o conteúdo é falso.

Se você tiver dúvidas, pode entrar em contato diretamente com nossos jornalistas para verificar se o que está lendo é de fato uma notícia apurada com o rigor técnico e ético do jornalismo de qualidade que o Jornal Midiamax produz de Mato Grosso do Sul para todo o Brasil.

O nosso telefone de contato direto é (67) 33127400. Além disso, nosso WhatsApp é (67) 992074330.

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