Polícia

Serial killer acusado de matar 7 em Campo Grande tem prisão revisada e mantida

Nesta quarta-feira (3), foi revisada a prisão de Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, considerado serial killer de Campo Grande após a descoberta de 7 homicídios. Ele está preso desde junho de 2020 e teve a prisão mantida. A revisão da prisão, feita a cada 90 dias, foi analisada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, […]

Renata Portela Publicado em 03/03/2021, às 16h18

Cleber, de verde, durante as buscas pelos corpos que enterrou. (Foto: Divulgação)
Cleber, de verde, durante as buscas pelos corpos que enterrou. (Foto: Divulgação) - Cleber, de verde, durante as buscas pelos corpos que enterrou. (Foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira (3), foi revisada a prisão de Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, considerado serial killer de Campo Grande após a descoberta de 7 homicídios. Ele está preso desde junho de 2020 e teve a prisão mantida.

A revisão da prisão, feita a cada 90 dias, foi analisada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Conforme o magistrado, não há fato novo que justifique colocar o acusado em liberdade. Isso porque o processo está tramitando regularmente, não se tratando de “preso esquecido nos porões dos presídios ou delegacias”.

Com fundamento necessário e motivos ainda idôneos, atuais e permanentes, foi mantida a prisão preventiva do réu, com próxima revisão a ser feita em junho. Cleber participará de audiência, por videoconferência, em 16 de março.

Mortes em série

José Jesus de Souza, de 44 anos, conhecido como Baiano, desaparecido desde fevereiro de 2020, teve o corpo encontrado no dia 15 de maio, durante a madrugada. Algumas horas depois, quem também teve o corpo encontrado após escavações foi Roberto Geraldo Clariano, de 48 anos, desaparecido desde junho de 2018, morto durante uma discussão no Recanto dos Pássaros.

Roberto teria sido contratado por Cleber para fazer um trabalho braçal, e durante a briga foi morto com golpe do cabo de uma picareta na cabeça. Ele foi enterrado em um terreno no Recanto dos Pássaros.

No início da tarde do mesmo dia, o idoso Hélio Taira, de 73 anos, que estava desaparecido desde novembro de 2016, também foi localizado. Cleber fazia reforma em residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam.

O pedreiro matou a vítima com pauladas, cavou buraco, enterrou o corpo e depois concretou o local, colocando piso. Por este motivo, o corpo não tinha sido encontrado até então.

Já Flávio Pereira Cece, de 34 anos, desaparecido desde 2015, era dono do imóvel onde foi encontrado enterrado no bairro Alto Sumaré, região da Vila Planalto. Ele era primo do serial killer Cleber, que segundo a polícia, matou o primo a pauladas o enterrou e vendeu a residência por R$ 50 mil com o corpo de Flávio enterrado.

Na noite do dia 15 foi encontrado o corpo de Claudionor Longo Xavier, de 48 anos, que saiu de casa no dia 16 abril, foi assassinado e teve a moto XTZ Crosser vendida pelo autor. O veículo foi localizado em residência na Rua Juventus, com outro primo de Cleber.

Na manhã do dia 16 de maio, Timotio Pontes Roman, de 62 anos, foi encontrado morto em um poço dentro de residência na Rua Urano, no bairro Vila Planalto. A primeira das vítimas a ser descoberta foi José Leonel, 61, que havia sido encontrado no dia 7 de maio, enterrado em um quintal na Vila Nasser.

Jornal Midiamax