Polícia

Proprietário rural é multado em R$ 6,6 mil por desmatamento ilegal

A PMA (Polícia Militar ambiental) de São Gabriel autuou um proprietário rural em R$ 6,6 mil por desmatamento ilegal que atingiu área protegida de matas ciliares do Rio Camapuã. Policiais ambientais realizaram fiscalização em uma fazenda no município de Camapuã, a 35 quilômetros da cidade hoje (19) e localizaram com uso de GPS, o desmatamento […]

Diego Alves Publicado em 19/01/2021, às 20h05

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A PMA (Polícia Militar ambiental) de São Gabriel autuou um proprietário rural em R$ 6,6 mil por desmatamento ilegal que atingiu área protegida de matas ciliares do Rio Camapuã.

Policiais ambientais realizaram fiscalização em uma fazenda no município de Camapuã, a 35 quilômetros da cidade hoje (19) e localizaram com uso de GPS, o desmatamento ilegal de 1,39 hectares de vegetação nativa, inclusive, parte em área protegida. O desmatamento verificado por técnica de sobreposição de imagem de satélites ocorrera entre o mês de maio e junho do ano passado (2020), conforme os comparativos nas imagens.

Parte da área foi desmatada em vegetação fora da proteção especial por lei, porém, sem licenciamento ambiental e atingiu também parte das matas ciliares (protegidas por lei) do rio Camapuã. A área já estava com plantio de pastagem. Parte da madeira proveniente da vegetação desmatada na área ainda se encontrava no local. As atividades foram interditadas.

O infrator de 41 anos um administrador de empresas, residente em Camapuã, foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 6.560,00. Ele também responderá por crime ambiental com pena de um a três anos de detenção, pena agravada devido a área protegida. O infrator foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada junto ao órgão ambiental estadual.

Com uso de drone foi realizada toda a caracterização e com GPS a aferição da área para emissão de relatório que irá subsidiar o processo administrativo relativo à multa ambiental, que será julgado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Os documentos também serão encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE), para subsidiar a ação criminal, bem como para a possível impetração de Ação Civil Pública de Reparação de Danos.

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