Polícia

Polícia encontra ossada de homem morto há 1 ano e prende casal por homicídio e ocultação em MS

Vítima foi morta com golpes de martelo na cabeça

Renan Nucci Publicado em 01/08/2021, às 10h32

Peritos no local onde a ossada da vítima foi encontrada
Peritos no local onde a ossada da vítima foi encontrada - Divulgação

Uma mulher, de 48 anos, e um homem, de 36, foram presos em flagrante pelo assassinato e ocultação de cadáver de Justino Morale. A vítima foi morta há cerca de um ano, com marteladas na cabeça, e teve o corpo enterrado no quintal de uma residência na cidade de Sidrolândia, a 65 quilômetros de Campo Grande. A ossada foi encontrada neste sábado (31).

De acordo com o delegado Antenor Batista da Silva Júnior, que presta serviço em Terenos, mas que atendeu a ocorrência em Sidrolândia durante o plantão integrado, por volta das 17 horas de sábado, a Polícia Militar recebeu denúncia anônima de que poderia haver uma pessoa enterrada em uma casa na Rua Tomás da Silva França, no bairro São Bento.

No local, os policiais conversaram com os moradores, entre eles o homem de 36 anos, e foram informados que a mulher, principal suspeita do crime, estava em uma residência no assentamento Jatobá. Ela foi encontrada pelos militares e disse que matou Justino para supostamente defender o pai, após uma desavença ocorrida durante bebedeira há aproximadamente 1 ano.

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Cova onde os autores enterraram a vítima. Foto: Divulgação

O relato é de que, naquela ocasião, o grupo consumia bebidas alcoólicas no imóvel em Sidrolândia, oportunidade em que Justino e o pai da mulher se desentenderam. Justino teria se armado com uma faca e avançado contra o homem. Para defender o pai das agressões, a mulher teria atacado Justino com vários golpes de martelo na cabeça, matando-o. Com ajuda do homem de 36 anos, cavaram uma cova e enterraram o corpo.

O delegado salientou ainda existir certo grau de parentesco entre a vítima e os autores, tanto que eles moravam juntos na mesma residência onde tudo ocorreu. O caso só foi descoberto porque outros parentes de Justino passaram a questionar a mulher sobre o desaparecimento dele, mas ela sempre alegava que o mesmo tinha saído para ir trabalhar na fazenda.

“Até então, não se tinha registro de desaparecimento por conta do fato da vítima morar há muito tempo no local e ela [a suspeita] ter dito que a vítima foi trabalhar na zona rural. Sempre inventava essa desculpa”, apontou o delegado. A mulher responde pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver, e o comparsa apenas pela ocultação. A ossada foi encaminhada para perícia.

Jornal Midiamax