Polícia

PM condenado por torturar mulher em delegacia consegue direito de reabilitação criminal

Na madrugada de 30 de setembro de 2002, mulher foi torturada em uma sala nos fundos da 1ª Delegacia de Campo Grande, por dois policiais militares, um na época ocupando cargo de 1º tenente. Enforcada e mantida em cárcere por 2 horas, ela denunciou os oficiais e em 2005 eles foram condenados. Agora, em 2021, […]

Renata Portela Publicado em 01/02/2021, às 13h50

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Na madrugada de 30 de setembro de 2002, mulher foi torturada em uma sala nos fundos da 1ª Delegacia de Campo Grande, por dois policiais militares, um na época ocupando cargo de 1º tenente. Enforcada e mantida em cárcere por 2 horas, ela denunciou os oficiais e em 2005 eles foram condenados. Agora, em 2021, o então 1º tenente terá direito à reabilitação criminal.

Segundo a denúncia feita pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) na época, a vítima estava em uma conveniência, na Avenida Afonso Pena com a Rio Grande do Sul. Policiais chegaram ao local e ali já teriam agredido a mulher a socos. Ela foi xingada, algemada e levada para a viatura.

Quando chegou na 1ª DP, a vítima foi levada pelo 1º tenente até a sala dos fundos, onde passou por uma sessão de tortura. A mulher foi enforcada, teve a cabeça jogada contra a parede e ficou em cárcere por aproximadamente 2 horas.

A vítima denunciou e dois militares foram condenados, já em 2005. O tenente foi condenado a 1 ano e 4 meses em regime semiaberto e em 2009 foi declarada extinção da punibilidade. Assim, a defesa entrou com pedido de reabilitação criminal, para ‘limpar’ a ficha do militar, e o pedido foi deferido.

A decisão foi publicada na última quinta-feira (28), por juiz da Auditoria Militar. Atualmente, conforme publicação do Diário Oficial do Estado, o militar cumpre serviço administrativo.

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