Polícia

Pai nega omissão e diz que avó tentou pedir socorro ao ver menino de 8 anos em chamas

Ela teria dito à polícia que não tinha responsabilidade sobre o neto

Renata Portela Publicado em 29/05/2021, às 07h09

Menino sofreu queimaduras de 2º grau
Menino sofreu queimaduras de 2º grau - (Divulgação, PCMS)

Na sexta-feira (28), pai do menino de 8 anos que sofreu queimaduras no corpo em Paraíso das Águas, cidade a 277 quilômetros de Campo Grande, disse que a avó da criança não foi omissa. Ela foi presa em flagrante após dizer para a polícia que não tinha responsabilidade sobre o menino.

O pai do menino relatou que a avó não tem a guarda da criança, mas que cuidava do neto enquanto o pai trabalhava. Ele negou que a mulher de 57 anos tenha omitido socorro à criançae que ela teria saído para pedir ajuda ao ver o menino em chamas.

Segundo o homem, o filho brincava com outras crianças e, em um momento de distração, a avó não percebeu que ele estava com o litro de álcool. O pai confirmou ainda ao site BNC Notícias que a avó da criança ingeriu bebidas alcoólicas, mas nega que ela tenha sido omissa em socorrer a vítima.

Ele conta que a mulher viu o menino em chamas e saiu correndo para pedir ajuda à madrasta da vítima. Enquanto isso, pessoas que trabalhavam na obra de pavimentação asfáltica na rua teriam feito o socorro. O pai disse ainda que a avó do menino não tem celular e o que aconteceu foi um acidente e não uma omissão.

Prisão em flagrante

Na noite de quinta-feira (28), a Polícia Civil foi acionada para ir até o posto de saúde, onde tinha dado entrada o menino de 8 anos, com queimaduras de 2º grau no tronco, pescoço e roto. Ele foi encaminhado para a Santa Casa, onde há uma ala especializada no tratamento de queimaduras.

Segundo os profissionais de saúde, o menino teria chegado sozinho ao posto pedindo ajuda. Equipe do SIG (Setor de Investigações Gerais) fez busca pelos pais da criança, que não foram encontrados, quando soube que o garoto estava sendo cuidado pela avó. A mulher foi localizada embriagada, na rua.

Aos investigadores, a suspeita alegou que não estava supervisionando o menino, que não o levou ao hospital e que não tinha responsabilidade sobre ele. Ela chegou a contar que viu o menino em chamas e que ele foi socorrido por um desconhecido.

Para a polícia, houve negligência com os cuidados da criança. A mulher foi presa em flagrante por abandono de incapaz, com resultado de lesão corporal grave.

Jornal Midiamax