Polícia

‘Ou ele me mata, ou mato ele’, disse acusado de matar a pauladas colega por bomba de encher bicicleta

Foram de quatro a cinco golpes desferidos contra Evandro que morreu no local

Thatiana Melo Publicado em 10/06/2021, às 09h03

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Em depoimento ao ser preso na noite desta quarta-feira (9), em uma fazenda no Distrito de Indubrasil, Adjander da Rocha Monteiro der 30 anos disse à polícia que pensou no momento do crime, “Ou ele me mata, ou mato ele”. O assassinato ocorreu depois de uma briga por causa de uma bomba de encher pneu de bicicleta. O outro colega levado para a delegacia, foi liberado depois de ser ouvido como testemunha.   

Adjander contou que havia emprestado a bomba de Evandro e ainda não havia devolvido, sendo que no fim da tarde e início da noite de quarta (9) estava ajudando um colega recém contratado para trabalhar na fazenda a descarregar a mudança, quando Evandro ligou descontrolado.

Evandro teria ido de encontro com Adjander que ainda estava ajudando o colega a descarregar a mudança, quando descontrolado e aparentemente bêbado passou a discutir chegando a desferir um tapa no rosto da esposa do autor, segundo relatos de testemunhas ouvidas na delegacia.

Nisso, o autor devolveu a bomba e a vítima foi embora, mas depois de algumas horas voltou até a casa de Adjander logo após o jantar e nesse momento tanto ele quanto um colega correram e se esconderam em meio a um matagal.

Mas, como Evandro começou a danificar as janelas da casa, o autor saiu do esconderijo e dando a volta pelos fundos da residência surpreendeu a vítima com uma paulada na cabeça, e quando Evandro estava no chão pensou, “Ou ele me mata, ou mato ele”. Sendo aí que desferiu mais quatro ou cinco golpes contra a cabeça de Evandro, que morreu no local. Ele só teria parado de golpear a vítima, quando a sua esposa saiu da casa e pediu para que cessasse com as agressões.

Pensando ainda que a vítima estava viva, o autor amarrou as pernas de Evandro com medo de represálias quando ele levantasse. Adjander passa por audiência de custódia nesta quinta (10). O outro colega levado para a delegacia, foi liberado depois de ser ouvido como testemunha.   

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