Polícia

Operação em MS e mais 3 estados investiga instituições que movimentaram mais de R$ 200 milhões

São cumpridos 45 mandatos de busca e apreensão contra organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas

Marcos Tenório Publicado em 01/12/2021, às 17h57

Um dos locais investigados na Operação Money Trail
Um dos locais investigados na Operação Money Trail - (Foto: Divulgação/PCMS)
A Polícia Civil desencadeou nesta quarta-feira (1º) a Operação Money Trail contra organização criminosa especializada no tráfico de drogas e armas. Ao todo são 45 mandados de busca e apreensão que devem ser cumpridos em Mato Grosso do Sul e outros três estados, são eles Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Justiça do Rio de Janeiro, com base em investigações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil fluminense.
As investigações possibilitaram a identificação de 16 indivíduos ligados a organização criminosa dedicada a lavagem de dinheiro. A ação tem o objetivo de arrecadar material probatório para a devida investigação criminal dos envolvidos.

Rastro do dinheiro

Com base nos elementos, seguindo o "rastro do dinheiro", verificou-se a existência de uma sofisticada cadeia de circulação ilícita de dinheiro para o tráfico de drogas e armas, dividida em núcleos interligados.
Nos núcleos marginais ou "do varejo" as recursos em espécie são arrecadados pela venda de drogas no varejo e pela prática de crimes patrimoniais como roubos a bancos, furtos de Caixas Eletrônicos, explosões de Agências Bancárias, roubos a centros de distribuição, entre outras praticas criminosas. Sendo posteriormente depositados em contas de laranjas indicadas e operadas pelos núcleos intermediários sediados principalmente no Estado de São Paulo ou diretamente nos núcleos de fronteira sediados em Mato Grosso do Sul para pagamento de armas e drogas adquiridas.
No Estado do Mato Grosso do Sul, são cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades fronteiças de Corumbá, que faz fronteira com Porto Quijarro, na Bolívia, Ponta Porã, que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai e em Chapadão do Sul em desfavor de integrantes do tráfico de armas e drogas identificados como beneficiários finais dos valores movimentados.

A operação

Trata-se da 1ª fase ostensiva da investigação que iniciada há dois anos com a apreensão documentos e comprovantes de depósitos arrecadados no bojo de operação contra organização criminosa especializada em crimes contra Instituições Financeiras pela DRF, a partir dos quais foram requisitados e analisados diversos Relatórios de Inteligência Financeira do COAF, bem como representadas e analisados medidas cautelares de quebra de sigilo fiscal, bancária, telemática e telefônica. 
A operação objetiva a busca de elementos de prova através da apreensão de aparelhos telefônicos, documentos, bem como a identificação de outros envolvidos no esquema e de empresas de fachada utilizadas para a movimentação financeira.

Outros Estados

No Rio de Janeiro são cumpridos mandados de busca e apreensão em desfavor de operadores ligados ao tráfico, laranjas e depositantes envolvidos no esquema criminoso.
São cumpridos três mandados de busca e apreensão em desfavor de indiciados presos com apoio da SISPEN da SEAP/RJ. Um dos alvos da operação que encontra-se preso no Rio de Janeiro é um conhecido operador financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
No Distrito de Guarus em Campos dos Goytacazes, a 146ª DP - Guarus e a SISPEN/SEAP realizam o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, incluindo no presídio Carlos Tinoco da Fonseca.
Em Santa Catarina, são cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Joinville e Camburiu contra integrantes de organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras identificados como operadores financeiros do esquema criminoso.
Em São Paulo, são cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Vinhedo, Valinhos e São Paulo em desfavor de operadores, laranjas e supostos funcionários de instituições financeiras envolvidos.
Jornal Midiamax