Polícia

Operação identifica comércio ilegal de carnes

Entre janeiro de 2020 e março de 2021 foram registradas a subtração de 433 cabeças de gado

Diego Alves Publicado em 07/05/2021, às 23h07

Divulgação, Polícia Militar
Divulgação, Polícia Militar

Policiais civis da Delegacia de Porto Murtinho, pericia criminal e vigilância sanitária realizaram ações em estabelecimentos comerciais do município visando combater o comércio clandestino de carnes, no âmbito da Operação Campo Limpo, desencadeado em todo o Estado, nesta quinta-feira (6).

Em um dos estabelecimentos, foram encontradas diversas carnes que não possuíam notas fiscais nem comprovação de sua origem, podendo, inclusive, ser produto de abigeato, bem como estavam acondicionadas em desacordo com a legislação, conforme constatado pela vigilância sanitária e pela perícia criminal de Jardim.

No local, verificou-se a falta de higiene, uma vez que foram encontrados uma barata, teias de aranha próximo as carnes e um animal doméstico (gato) andando na área do açougue.

As carnes foram apreendidas e serão destruídas pela vigilância sanitária.

O responsável pelo local foi preso em flagrante pelo crime tipificado no artigo, inc. IX, da Lei n. 8.137/90, sem arbitramento de fiança pelo delegado de polícia titular da DP-Porto Murtinho, devido a pena máxima abstrata cominada ao delito.

Operação Campo Limpo

Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia do Interior – DPI, Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato – Deleagro, Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado - DRACCO, realizou, no âmbito de todas as 12 Delegacias Regionais que compõem o DPI, a Operação Campo Limpo, que visa o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, barreiras, fiscalização sanitária e outras ações visando o combate ao crime de abigeato em todo o Estado.

A ação teve como objetivo garantir o patrimônio e a segurança dos produtores, trabalhadores e população que reside ou trabalha onde estão sendo desenvolvidas atividades rurais e contou com o apoio técnico do IAGRO - Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal e Vigilância Sanitária para aferir a regularidade sanitária das propriedades vinculadas às pessoas suspeitas.

Levantamento realizado nas Delegacias de Polícia envolvidas na Operação aponta que entre janeiro de 2020 e março de 2021 foram registradas a subtração de 433 cabeças de gado. Ao atual preço da arroba, as cifras ultrapassam o valor de um milhão de reais.

Os animais objeto de abigeato ingressam num mercado negro que envolve transportadores, corretores, escritórios e até mesmos frigoríficos, que dificulta ou anula a fiscalização sanitária e pode comprometer a saúde do rebanho estadual. (Informações da assessoria)

Jornal Midiamax