Polícia

Na defesa de réu da Omertà, Odilon diz que Gaeco faz 'acusações levianas' sobre mortes na fronteira

Mayara Bueno Publicado em 28/04/2021, às 09h39

Policiais durante cumprimento de mandados na Operação Omertà
Policiais durante cumprimento de mandados na Operação Omertà - (Leonardo França, Midiamax, Arquivo)

O juiz aposentado Odilon de Oliveira e advogado de réu da Operação Omertà afirmou que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) faz 'acusações levianas' sobre seu cliente Everaldo Monteiro de Assis, policial federal.

Conforme apontado pelo Gaeco, Fahd Jamil e o filho Flavinho agiam com Everaldo Monteiro de Assis, como forma de obterem informações privilegiadas e sigilosas. Isso tudo, inclusive sobre as investigações em curso dos assassinatos que teriam ocorrido a mando dos réus.

"Trata-se de acusações levianas do Gaeco, se dele partiram. São meras suposições e falácias, cujas fontes estão em interpretações de analistas anônimos, que vem sendo desmontadas com documentos oficiais", respondeu em nota.

Odilon segue dizendo que a 'única verdade incontestável é que, talvez por sua condição funcional, seus acusadores estão a destruir sua imagem'. "Impondo também à família prejuízos morais irreversíveis, o que irá resultar, no momento oportuno, em ação de indenização contra o Estado".

Everaldo, o ‘Jabá’, também estaria levantando informações sobre organizações criminosas rivais e repassando aos órgãos de segurança, como forma de enfraquecer os grupos, possibilitando que a família de Fahd “atuasse e eliminasse diretamente seus rivais”. Também conforme o Gaeco, essa maneira de agir teria ficado clara com o grupo comandado por Galã do PCC.

Jornal Midiamax