Polícia

Mesmo alegando abalo psicológico, motorista que matou 2 na Guaicurus tem prisão mantida

Na tarde desta sexta-feira (19), foi negado pedido de liberdade a Vinicius de Oliveira Gonçalves, 20 anos, acusado de matar Jair Ferreira, de 49 anos, e Mauro Jorge Pereira Nantes, de 54 anos. As mortes aconteceram em um acidente na Avenida Guaicurus, na manhã de 4 de fevereiro. Conforme a decisão, do juiz Aluizio Pereira […]

Renata Portela Publicado em 19/02/2021, às 16h37 - Atualizado às 16h44

Acidente ocorreu na Avenida Guaicurus (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Acidente ocorreu na Avenida Guaicurus (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Acidente ocorreu na Avenida Guaicurus (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Na tarde desta sexta-feira (19), foi negado pedido de liberdade a Vinicius de Oliveira Gonçalves, 20 anos, acusado de matar Jair Ferreira, de 49 anos, e Mauro Jorge Pereira Nantes, de 54 anos. As mortes aconteceram em um acidente na Avenida Guaicurus, na manhã de 4 de fevereiro.

Conforme a decisão, do juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a alegação da defesa foi de que o rapaz é pessoa honesta, tem emprego, réu primário, não estava embriagado e que os fatos teriam sido ‘distorcidos’. Isso porque no momento, segundo os advogados, o rapaz estava sendo perseguido pelo ex-marido da namorada, que indicava estar armado.

Também conforme a defesa, o clamor social não deveria fundamentar a prisão e estariam ausentes os requisitos da prisão preventiva. “Sobremaneira abalado psicologicamente, que tentou de todas as formas se livrar de tal situação, e não viu alternativa, se não empreender fuga dom meliante”, chegou a relatar a defesa no pedido de habeas corpus.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi contra o pedido e o juiz decidiu nesta tarde indeferir. Conforme o magistrado, a materialidade está demonstrada no boletim de ocorrência, assim como os indícios de autoria. Para o juiz, a custódia cautelar é necessária, uma vez que a conduta de Vinicius, além de causar insegurança, está revestida de gravidade concreta.

Ainda segundo o juiz, os fatores apontados pela defesa não garantem a liberdade e nem mesmo o princípio da presunção da inocência é absoluto. Por fim foi indeferido o pedido de revogação cumulado com as medidas cautelares alternativas à prisão formulado pela defesa do acusado.

Jornal Midiamax