Polícia

Mecânico teria tentado matar garotas de programa após elas negarem atendimento

Elas sabiam que ele era agressivo e já tinha ameaçado uma vítima

Renata Portela Publicado em 05/05/2021, às 13h35

Carro do autor foi atingido pelo caibro
Carro do autor foi atingido pelo caibro - (Divulgação)

Preso na noite de terça-feira (4) por tentar matar garotas de programa no Nova Lima, mecânico de 45 anos teria tido um surto após elas se negarem a atende-lo. Isso, porque ele já tinha histórico violento e também já teria ameaçado uma das vítimas há dois meses.

Uma das jovens, de 20 anos, relatou que trabalha como garota de programa na região há aproximadamente 6 meses e naquela noite estava com as outras cinco amigas na Rua Dona Tereza Cristina. Em determinado momento, o mecânico passou na Montana preta e solicitou um atendimento da vítima.

No entanto, ela se negou porque sabia que ele era agressivo e tinha conhecimento também que ele tinha ameaçado uma colega dela dois meses antes. Em seguida, uma outra garota de programa foi até a janela do motorista e pediu para o suspeito se afastar, pois nenhuma delas o atenderia.

Foi neste momento que o mecânico desceu do veículo, deu um soco no rosto dessa vítima e ainda teria pegado um canivete. Depois, enforcou a mulher, dizendo que ela “tinha sorte em sair viva naquela noite”. As amigas então pegaram um caibro de madeira no canteiro e jogaram contra o suspeito, atingindo o para-brisa do carro e a cabeça dele, quando ele soltou a mulher. 

O mecânico saiu dizendo que voltaria, fazendo várias ameaças. Aproximadamente 30 minutos depois, ele voltou com uma espingarda, dizendo que mataria todas que estavam ali. Ele chegou a fazer um disparo, quando as garotas de programa correram para uma conveniência e acionaram a Polícia Militar. A equipe da 11ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) conseguiu localizar e prender o suspeito.

Com ele foi apreendido o canivete, 33 munições .22, mais uma deflagrada ainda dentro da câmara da flobé .22, sem marca e sem numeração. O mecânico não quis dar declarações nem aos policiais militares, nem ao delegado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Ele responderá pela tentativa de homicídio, tentativa de feminicídio e o porte ilegal de arma de fogo.

Jornal Midiamax