Polícia

Juiz decide que parlamentar réu na Omertà deve usar tornozeleira eletrônica

No fim da tarde desta sexta-feira (29), o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, determinou que parlamentar réu no âmbito da Operação Omertà seja monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada após pedido de urgência da acusação para monitoramento do réu. Conforme a decisão do juiz, o deputado estadual […]

Renata Portela Publicado em 29/01/2021, às 18h22 - Atualizado às 18h24

Equipe do Garras durante a sexta fase da Omertà (Arquivo)
Equipe do Garras durante a sexta fase da Omertà (Arquivo) - Equipe do Garras durante a sexta fase da Omertà (Arquivo)

No fim da tarde desta sexta-feira (29), o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, determinou que parlamentar réu no âmbito da Operação Omertà seja monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada após pedido de urgência da acusação para monitoramento do réu.

Conforme a decisão do juiz, o deputado estadual Jamilson Lopes Name passa a ser monitorado eletronicamente com tornozeleira. Na decisão, o juiz ainda defere o requerimento da defesa do deputado, para que ele possa manter contato com a madrasta e outra testemunha do processo, já que inicialmente ele não poderia falar com qualquer testemunha.

Ainda foi deferido o requerimento do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), para determinar o cumprimento imediato da monitoração eletrônica. No entanto, quanto ao recolhimento domiciliar, é aguardada confirmação pela Assembleia Legislativa, que foi oficiada mas ainda não deu resposta.

Por enquanto, a fiscalização deverá cuidar do não afastamento de Jamilson do país ou de Campo Grande e também para que não tenha contato com outros réus. Ele já entregou o passaporte para evitar saída do país, conforme determinação do juiz.

A Assembleia será novamente oficiada, para informar a parcial reconsideração do juízo sobre a medida cautelar da monitoração eletrônica, que antes seria definida pelo presidente da Casa.

Réu na Omertà

A denúncia inicial feita pelo Gaeco foi recebida em 15 de janeiro, na 1º Vara Criminal de Campo Grande. Assim, 15 se tornaram réus, sendo eles Jamil Name, Jamil Name Filho, Jamilson Lopes Name, Darlene Luiza Borges, Augustinho Barbosa Gomes, Cícero Balbino, José Ney Martins, Leonir Pereira de Souza, Marcilene de Lima Ferreira, Paulo Sérgio Paes de Lira, Raymundo Nery de Oliveira, Renato de Lima Fontalva, Ricardo Alexandre Cáceres Gonçalves e Tatiana Freitas.

Depois foi feito aditamento da denúncia e o irmão de Darlene, Manoel Luiz Borges, também se tornou réu. Agora, totalizam 16 réus no processo que trata da exploração do jogo do bicho na Capital e cidade do interior de Mato Grosso do Sul. Cláudio Rosa de Moraes também era investigado e foi denunciado, mas acabou morrendo de coronavírus enquanto preso.

Arca de Noé

A sexta fase da Operação Omertà foi realizada em 2 de dezembro, por agentes do Gaeco, Garras, com apoio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Batalhão de Choque e Força Tática.

Além dos mandados de prisão contra os réus, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e feito o bloqueio de mais de R$ 18 milhões das contas da Pantanal Cap. A empresa foi alvo da ação e foi lacrada, mediante determinação da Justiça.

Além da sede, também foram cumpridos mandados na casa do deputado Jamilson Name, filho de Jamil Name, alvo da primeira Omertà e também dono da Pantanal Cap.

Jornal Midiamax