Polícia

Homem pula muro, espanca ex e corta os cabelos dela com faca em MS

Casal manteve um relacionamento por nove meses

Thatiana Melo Publicado em 22/11/2021, às 07h16

None
(Henrique Arakaki, Midiamax)

Uma jovem, de 27 anos, procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), na madrugada desta segunda-feira (22), após ser espancada e ter os cabelos cortados pelo ex-namorado, de 33 anos, em Campo Grande. 

A vítima disse na delegacia que manteve um relacionamento por nove meses com o autor, mas depois que descobriu traições resolveu terminar indo morar com uma amiga. Por volta da meia-noite desta segunda (22), o autor invadiu a casa pulando um muro. Ele estava armado com uma faca.

Ainda de acordo com a mulher, o autor a espancou com tapas no rosto e com a faca cortou seus cabelos. Ele a ameaçou, dizendo que iria matá-la a facadas. Em seguida, o homem fugiu em uma motocicleta e não foi localizado. 

Como pedir ajuda em casos de violência doméstica?

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana, para que as mulheres vítimas de violência não fiquem sozinhas, mesmo em tempos de pandemia.

Funcionam na Casa da Mulher Brasileira uma Delegacia Especializada; a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças — brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. É importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher (180), é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Jornal Midiamax