Polícia

Dessa vez foi no Monte Castelo: furto de fios volta a causar prejuízos a moradores em Campo Grande

Morador relatou ter perdido cerca de 10 metros de fiação

Gabriel Maymone Publicado em 04/09/2021, às 19h36

Furto de fios tem causado prejuízos em Campo Grande
Furto de fios tem causado prejuízos em Campo Grande - Suélen Schaumloeffel / GES-Special

Furto de fiação de energia elétrica está se tornando cada vez mais recorrente em Campo Grande. Morador no Bairro Monte Castelo procurou a polícia neste domingo (04) para relatar ter sido vítima desse tipo de crime.

Conforme boletim de ocorrência, a vítima saiu de casa por volta das 22h de sexta-feira e, quando retornou na manhã deste domngo, percebeu que alguém invadiu a casa e furtou cerca de 10 metros de fios de cobre de energia.

Uma tampa de caminhonete também foi levada. 

O morador informou que não possui câmeras de segurança no imóvel. O crime será investigado pela Polícia Civil.

Crime recorrente

O furto de fios da rede elétrica e iluminação pública é um crime recorrente em Campo Grande. Os ladrões miram no cobre que compõe esse material, que é posteriormente revendido em sucatas. Porém, além dos transtornos aos consumidores dos serviços de energia, o furto de fios de rede elétrica também ocasiona prejuízos em altas cifras.

Somente no primeiro semestre de 2021, um prejuízo de R$ 106.778,74 em reparos desse segmento foi contabilizado em todo Mato Grosso do Sul pela concessionária de energia, a partir de 13 obras de manutenção causadas por furtos nas redes de distribuição, entre transformadores, para-raios e condutores roubados no Estado.

Já na Capital, os números são bem mais impressionantes. Ao Jornal Midiamax, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) relatou que o custo mensal para manutenção de serviços após furto de cabos alcançou o valor médio de R$ 100 mil, entre material e mão de obra, somente em 2021.

Ainda conforme a Secretaria, o tempo médio para religar um poste de iluminação pública pode variar entre um e cinco dias, e todo o serviço é financiado com recursos da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de iluminação Pública). Ou seja: quem paga a conta é o consumidor.

Jornal Midiamax