Polícia

Delegado não descarta ação de grupo organizado em sequestro de peão paraguaio

Suspeita partiu do Chefe do Antissequestro da Polícia do Paraguai, comissário Nimio Cardozo

Marcos Morandi Publicado em 27/07/2021, às 10h53

Peão foi levado à forçã na tarde desta segunda-feira
Peão foi levado à forçã na tarde desta segunda-feira - Divulgação

Ao contrário do que disse o promotor do caso de sequestro do peão de fazenda, Juan Carlos Olmedo, um paraguaio de 46 anos, a participação de grupo criminoso armado não está descartada. O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (26), na fronteira de Tacuatí e Nueva Germania, em San Pedro. 

O delegado também ressaltou que, em princípio, o fato é tratado como "desaparecimento" de uma pessoa e não como sequestro porque a família ainda não apresentou queixa oficial a respeito do que realmente aconteceu.

“Infelizmente, não podemos ter proximidade com a família. Ontem, o pessoal antissequestro de San Pedro foi ao local, encontrou uma motocicleta abandonada, que possivelmente pertencia ao irmão do administrador da fazenda, que está desaparecido até agora”, explicou o delegado.

O policial também relatou ao ABC Color, que a família de Olmedo está "muito fechada" e "muito chocada". “Ainda não conseguimos falar com a família, mas sim com os seus amigos e estamos a tentar ganhar confiança para os ajudar”, acrescentou.

O promotor antissequestro, Arnaldo Andrés Argüello, disse, em conversa com a imprensa paraguaia, que o incidente não foi perpetrado por um grupo criminoso armado como o EPP ou a ACA, mas por criminosos comuns. No entanto, Cardozo explicou que, apesar do fato de que "historicamente é um lugar onde se lutou muito (contra esses grupos criminosos)".

Jornal Midiamax