Polícia

Defesa pede por absolvição por faltas de provas de ex que matou Maria Graziele no dia do aniversário

A defesa de Lucas Pergentino Câmara, de 26 anos, acusado pela morte da ex-mulher Maria Graziele Elias de Souza, 21 anos, crime ocorrido no dia do aniversário do réu, em 14 de abril de 2020, pediu pela absolvição sumária do réu por ausência de indícios de autoria do crime. O pedido foi protocolado pela defesa […]

Thatiana Melo Publicado em 18/02/2021, às 12h33

Lucas foi preso no dia 25 de abril de 2020 (Arquivo, Midiamax)
Lucas foi preso no dia 25 de abril de 2020 (Arquivo, Midiamax) - Lucas foi preso no dia 25 de abril de 2020 (Arquivo, Midiamax)

A defesa de Lucas Pergentino Câmara, de 26 anos, acusado pela morte da ex-mulher Maria Graziele Elias de Souza, 21 anos, crime ocorrido no dia do aniversário do réu, em 14 de abril de 2020, pediu pela absolvição sumária do réu por ausência de indícios de autoria do crime.

O pedido foi protocolado pela defesa no dia 3 de fevereiro, onde a defesa alega que “as testemunhas arroladas pela defesa e acusação corroboram plenamente para uma inequívoca conclusão: o réu deve ser impronunciado por ausência de indícios de autoria nos moldes do artigo 414, ou absolvê-lo nos ditames do artigo 415”.

Segundo a defesa pelas provas produzidas, Lucas não matou Graziele. O advogado relata alguns depoimentos prestados quando Lucas acabou preso pelo crime. A defesa ainda pede que caso Lucas não seja absolvido que as qualificadoras como: emprego de asfixia, feminicidio e traição sejam derrubadas, já que o laudo pericial não mostrou com clareza que Graziele foi asfixiada.

Ainda de acordo com a defesa não ficou claro que o crime teria sido praticado com emprego de traição, já que o casal estava se relacionando e estava retomando a vida em comum.

Denúncia do MP

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Lucas e Maria Graziele conviveram maritalmente por aproximadamente 8 anos. No entanto, em abril deste ano estavam separados, embora Lucas tentasse incessantemente reatar. Além disso, há indícios que ele era muito ciumento e possessivo e monitorava todas as redes sociais da vítima.

Assim, depois de passarem a noite juntos, por volta das 14 horas do dia 14 de abril Lucas buscou a vítima no serviço. Em seguida, foram para a casa dele, no Parque do Lageado, para comemorar o aniversário do réu. Com isso, os dois ficaram na residência e chegaram a ter relações sexuais.

Depois, ficaram deitados na cama conversando, momento em que Lucas começou a fazer carinho perto do pescoço de Graziele. Foi então que ela confessou que tinha medo que ele a matasse. Neste momento, Lucas disse “Então eu vou te matar” e deu um mata-leão na vítima, a colocou de bruços e asfixiou com o rosto no travesseiro.

Mesmo após a morte, Lucas foi até a casa da ex-sogra e fingiu que tinha combinado de encontrara a vítima ali. Só por volta das 22h30 ele voltou para casa, colocou o corpo de Graziele no carro e foi até a BR-262, onde deixou a vítima nas margens da estrada.

O crime foi descoberto após o corpo da vítima ser localizado por testemunhas. Mesmo assim Lucas ficou foragido e chegou até mesmo a ir ao velório de Maria Graziele. Ele acabou preso no dia 25 de abril por equipes da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios).

Jornal Midiamax