Polícia

De dentro de presídio, detento comanda golpes de revenda de mercadorias na internet

Foi preso durante a madrugada desta segunda-feira (4) em Campo Grande o comparsa de um detento que comandava de dentro da penitenciária golpes de revenda de mercadorias na internet. Um motorista de aplicativo que havia sido contratado para levar a mercadoria supostamente comprada pelo preso desconfiou e acionou a polícia. O flagrante aconteceu depois da […]

Thatiana Melo Publicado em 04/01/2021, às 06h16 - Atualizado às 09h01

(Arquivo)
(Arquivo) - (Arquivo)

Foi preso durante a madrugada desta segunda-feira (4) em Campo Grande o comparsa de um detento que comandava de dentro da penitenciária golpes de revenda de mercadorias na internet. Um motorista de aplicativo que havia sido contratado para levar a mercadoria supostamente comprada pelo preso desconfiou e acionou a polícia.

O flagrante aconteceu depois da meia-noite desta segunda (4), quando o motorista de aplicativo procurou a delegacia depois de ser contratado para buscar um quadriciclo elétrico infantil e levar no bairro Rouxinóis sendo que durante o trajeto, o suposto cliente que se apresentou como policial do estado de São Paulo mudou a rota pelo WhatsApp por onde se comunicava com o motorista.

Desconfiado da nova rota que seria nas proximidades do hospital Santa Casa, o motorista procurou a delegacia e pediu para que os policiais o acompanhassem para a sua segurança. Quando já perto do local, os policias viram quando Guilherme Pereira de 19 anos saiu correndo de uma casa onde deveria ser entregue objeto.

Ele acabou preso e confessou que morava de favor na casa do detento Tailon Henrique dos Anjos, que está preso há cinco anos e que de dentro da penitenciária comanda golpes de revenda de produtos em site de vendas. Ele ainda contou que ganhava R$ 60 por cada objeto revendido e que a esposa do preso também participava dos golpes. A mulher não foi encontrada. Tailon tem passagens por roubo e tráfico de drogas.

Segundo o comparsa eles já haviam revendido: 3 máquinas de frango, cinco pneus de camionete, dois jogos de cadeiras e tudo ]com o falso depósito feiro nas contas das vítimas. O quadriciclo havia sido vendido aos criminosos por R$ 600. Na delegacia, Guilherme ainda ameaçou o motorista de aplicativo.

Jornal Midiamax