Polícia

Sequestro de avião e execuções de familiares já indicavam PCC fechando o cerco contra Fahd Jamil

Guerra contra o narcotráfico teve importante andamento com apresentação de Fahd nesta segunda

Thatiana Melo Publicado em 19/04/2021, às 11h14

None
(Henrique Arakaki, Midiamax)

A apresentação voluntária de Fahd Georges Jamil, na manhã desta segunda-feira (19), após ficar cerca de dez meses foragido com a deflagração da Operação Omertà, indica a confirmação da hegemonia da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) fechando o cerco na fronteira para expandir seus domínios em relação ao tráfico de drogas e armas em Mato Grosso do Sul.

Analistas de geopolítica do narcotráfico apontam o episódio que marca a derrocada dos locais – que dominam a fronteira no tráfico – para a facção criminosa PCC, que desde a execução de Jorge Raafat em junho de 2016, briga para dominar a região que é grande porta de entrada para cocaína e armamento de guerra, que é enviado para os grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, abastecendo assim, outros grupos criminosos.

Fahd, conhecido como Rei da Fronteira, se entregou afirmando que já estava com a saúde debilitada, e com a idade avançada além de se dizer inocente de todas as acusações de membro de organização criminosa e mandantes de homicídios no Estado. A apresentação tambémm teria acontecido após ameaças feitas a família de Fahd Jamil.

A guerra que se instalou na fronteira teve até sequestro de aeronave do lado paraguaio pelos membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Seis pessoas foram sequestradas e assassinadas. Dos quatro mortos na fronteira, dois eram sobrinhos de Fahd Jamil, Riad Salem, Muriel Correa.

Flávio Arruda Guilherme, de 31 anos, foi suspeito de ser o mentor dos sequestros e assassinatos, em Pedro Juan Caballero na fronteira com Ponta Porã. Arruda seria membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e estaria atrás do clã de Fahd Jamil para firmar o grupo na fronteira.

Arruda foi apontado pelas autoridades paraguaias para ser enviado para a região de Amambai e exterminar colaboradores da família de Fahd Jamil e o filho Flávio Correa Jamil, no controle do tráfico de drogas e armas na região. 

Guerra do narcotráfico

Desde a prisão de Minotauro em fevereiro de 2019 e o assassinato de Jorge Raafat em junho de 2016, organizações criminosas, entre elas o PCC (Primeiro Comando da Capital) tentam dominar a região no controle do narcotráfico.

Edson Salinas é supostamente apontado pelas autoridades paraguaias como responsável pelas execuções de Chico Gimenez, tio de Jarvis Pavão, e da advogada Laura Marcela Casuso. Ainda há informação de que ele seria proprietário da casa onde foram presos 15 membros do primeiro escalão do PCC, comandados por Minotauro, em fevereiro de 2019.

Jornal Midiamax