Polícia

Após matar no tribunal do crime do PCC, ‘Ladrão de Almas’ tem prisão domiciliar negada

Sandro Lucas foi assassinado em 2019 depois de ser julgado em tribunal do crime do PCC

Thatiana Melo Publicado em 28/05/2021, às 09h19

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(Ilustrativa)

A defesa de Adson Vitor da Silva conhecido como ‘Ladrão de Almas’ tentou em um pedido a Justiça a prisão domiciliar do acusado pela morte de Sandro Lucas de Oliveira, o ‘Alemãozinho’, assassinado em dezembro de 2019, após passar pelo tribunal do crime a facção criminosa, que teve a participação de mais quatro membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). Sandro foi sentenciado a morte pela facção por fazer parte do Comando Vermelho.

A defesa alegou a pandemia no pedido para que Adson possa cumprir prisão domiciliar que foi negada pelo magistrado que argumentou que o réu tem pouco mais de 20 anos e não possui nenhuma cormobidade para que seja concedido o pedido. A decisão foi publicada em Diário da Justiça desta sexta-feira (28).

Na época do crime foram presos, Rafael Aquino conhecido como ‘Enigma’, Adson Vitor conhecido como ‘Ladrão de almas’, Eliezer Nunes, o ‘Maldade’ e Sidnei Jesus, o ‘Capetinha’.

‘Alemãozinho’ foi sequestrado em uma praça do bairro Nova Campo Grande, no dia 8 de dezembro de 2019 e seus restos mortais localizados somente 7 meses depois em uma fossa séptica no bairro Vila Bourdon, atrás deum frigorifico.

Desaparecimento e morte

Sandro Lucas de Oliveira de 24 anos, que desapareceu em dezembro de 2019 foi decapitado por Sidney de Jesus Rerostuk de 27 anos preso por equipes da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios). O ‘Missionário’ como era conhecido dentro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foi encontrado em sua casa no Jardim Bálsamo.

O assassinato de Sandro teria sido ordenado pelo PCC por que o rapaz era da facção rival CV (Comando Vermelho). A vítima foi decapitada e os restos mortais encontrados em uma chácara, no bairro Chácara dos Poderes. A indicação do local onde estava o corpo foi feita por Sidney.

Sidney estava na companhia da esposa quando foi preso em sua casa. Na residência, os policiais encontraram dentro de uma caixa porções de cocaína. A mulher de Sidney contou que o marido é faccionado há 9 anos e que dentro do PCC tem o cargo de missionário, o responsável por ‘finalizar a vítima’. O membro da facção estava em liberdade condicional e tinha passagens por roubo, tráfico de drogas, receptação e homicídio.

Em junho de 2020, a polícia havia feito uma operação que capturou oito suspeitos do envolvimento com o desaparecimento de Sandro, em Campo Grande, ocorrido em dezembro de 2019. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, quatro mandados de prisão temporária e um mandado de busca e apreensão de adolescente.

Jornal Midiamax