Polícia

Acusado de tentar matar a mulher espancada abre julgamentos de maio em Campo Grande

Os dois primeiros júris do mês são sobre tentativa de feminicídio

Renan Nucci Publicado em 30/04/2021, às 14h59

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Divulgação

No próximo dia 4, um homem que tentou matar a mulher espancada no Jardim Presidente, em Campo Grande, vai a julgamento depois de aproximadamente 2 anos. O crime abre as sessões da 1ª e 2ª Vara do Tribunal do Júri para o mês de maio. Além deste, o conselho de sentença também irá julgar outros três casos.

A tentativa de feminicídio ocorreu no dia 19 de maio de 2019. Na época, durante uma discussão, o homem passou a agredir a esposa com vários socos e chutes. Ele bateu o rosto dela no chão e ainda a arrastou pelos pés, acertando pontapés na cabeça dela. No entanto, apesar da violência empregada, a mulher sobreviveu. O julgamento será realizado pela 1ª Vara.

Outra tentativa de feminicídio será julgada no dia 14 de maio, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu por volta das 23 horas do dia 22 de maio de 2019, no bairro Jardim Santa Emília. O homem esfaqueou a vítima e ainda tentou enforcá-la.

De acordo com a acusação, a mulher e o homem conviveram por união estável durante 15 anos e têm três filhos. Mas, como o relacionamento era conturbado, a vítima decidiu separar-se quatro dias antes do ocorrido. No dia dos fatos, ela estava dormindo no quarto com sua filha de 4 anos, quando o acusado adentrou repentinamente com uma faca, dizendo que iria matá-la, depois os filhos e se matar, começando a atacá-la. 

Durante a tentativa, o filho do réu entrou no local, retirou a criança e foi em busca de socorro. Narra a acusação também que, durante o ataque, a vítima conseguiu se desvencilhar e fugiu para a rua em busca de socorro. O réu será submetido a julgamento acusado de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e feminicídio.

Execução do PCC

Carolina Gonçalves de Matos, Davyd Samuel Boaventura Salvador, Denilson Bernardo Arruda e Nicolas Kelvin Soares Montalvão serão julgados pela 2ª Vara no dia 26 de maio, pela execução de José Carlos Louveira Figueiredo. A vítima foi sequestrada, submetida a um tribunal do crime pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e decapitada, tendo o corpo jogado em uma cachoeira de Campo Grande. Ele morreu porque supostamente seria da facção rival, o CV (Comando Vermelho).

José foi sequestrado junto com o filho no dia 18 de novembro de 2017 e ambos foram mantidos em cárcere privado. No "julgamento" do "tribunal do crime", o pai foi acusado de pertencer à facção criminosa rival e "condenado" à morte. Já o filho foi "absolvido". De acordo com a denúncia, o pai foi assassinado no dia 22 de novembro de 2017.

O mês terá também o julgamento de uma mulher acusada de tentativa de homicídio no bairro Nova Lima. O fato ocorreu na madrugada do dia 20 de setembro de 2015. A acusada alega que cometeu o crime por legítima defesa, pois a vítima disse que queria ficar com ela, mas ela não queria nada com ele.

Jornal Midiamax