Polícia

Acusado de matar agente penitenciário a tiros disse ter cometido crime por cobrança de propina

Um dos acusados do assassinato do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos, que ocorreu na porta do Presídio de Regime Aberto e Casa de Albergado, que fica na Vila Sobrinho, região oeste de Campo Grande, Robson Silva dos Santos foi a julgamento nesta quarta-feira (24). Durante o seu depoimento, Robson assumiu […]

Thatiana Melo Publicado em 24/02/2021, às 11h01

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Um dos acusados do assassinato do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos, que ocorreu na porta do Presídio de Regime Aberto e Casa de Albergado, que fica na Vila Sobrinho, região oeste de Campo Grande, Robson Silva dos Santos foi a julgamento nesta quarta-feira (24).

Durante o seu depoimento, Robson assumiu o assassinato sozinho dizendo que um dos acusados também pelo crime, Rafael Pimenta Duarte de Souza, conhecido como o “Legião”, “Espeto” ou “Costela, teria apenas lhe dado carona no dia da execução.

Robson afirmou que ele tinha problemas com o agente penitenciário, já que toda vez que voltava para dormir no presídio, o agente cobrava propina de R$ 50 para que ele pudesse entrar com objetos dentro da penitenciária, como celular. Mas, de outros detentos nada era cobrado.

No dia do crime, Robson contou que chegou armado e se falar nada fez três disparos contra Carlos Augusto. A arma usada para a execução do agente havia sido comprada três meses antes, mas segundo ele não premeditou o crime. Quando preso, Robson disse que sofreu várias torturas como choque e pau de arara na delegacia. Também vão a julgamento pelo crime: Marcelo Silva Gonçalves, Rafael de Oliveira Batista, Rafael Pimenta Duarte de Souza,

O agente penitenciário estava na portaria da unidade penal fazendo controle de saída de presos, que dormem no local e passam o dia fora, quando um homem encapuzado e com capacete entrou e, sem falar nada, atirou nele.
O servidor estava há 10 anos na Agepen e desde 2011 na unidade onde foi morto. Câmeras de segurança fizeram imagens dos suspeitos. A ação durou de 12 a 15 segundos.

Jornal Midiamax