Polícia

Acusado de matar a ex com tiro no rosto é ouvido em audiência nesta quarta-feira

Além do réu, denunciado por feminicídio, mais cinco testemunhas foram ouvidas.

Danielle Errobidarte Publicado em 20/01/2021, às 18h02

Vítima foi morta em abril do ano passado. (Foto: Arquivo)
Vítima foi morta em abril do ano passado. (Foto: Arquivo) - Vítima foi morta em abril do ano passado. (Foto: Arquivo)

Foram ouvidos nesta quarta-feira (20) mais cinco testemunhas do feminicídio de Ariadni Oliveira Molina, ocorrido em 3 de abril de 2020 em Aquidauana, a 139 km da Capital. Além deles, o réu, acusado de matar a ex-esposa com um tiro na testa, Ronaldo Dei Carpes Rocha, de 39 anos, também foi ouvido.

Na primeira audiência, ocorrida no dia 11 deste mês, foram ouvidas sete testemunhas de acusação. O acusado chegou a fugir da cidade após o crime, mas foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Rondonópolis-MT e apresentou CNH (Carteira Nacional de Habilitação) falsa.

Hoje preso no estabelecimento penal de Aquidauana, ele foi denunciado por feminicídio. O Ministério Público chegou a esclarecer que o acusado não se intimidou ao cometer o crime, mesmo com a presença de testemunhas. O próximo passo é intimar acusação e defesa para apresentarem as alegações finais, que definirão como o réu será julgado, para só então o juiz aplicar a pena.

Relembre o crime

Em 2019, Ariadni chegou a pedir revogação da medida protetiva, já que teria reatado o relacionamento. No entanto, no começo de 2020 teve um término definitivo, quando passou a ser ameaçada de morte por ele.  A mulher então, no dia 12 de março, pediu uma medida protetiva na delegacia de polícia. 

Após várias ameaças, o feminicídio ocorreu na tarde de 3 abril. O homem foi até a residência onde a ex estava, no bairro Nova Aquidauana, entrou no local e atirou nela. Depois, fugiu em uma motocicleta. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Contra o homem já havia um mandado de prisão em aberto por homicídio. Ele acabou sendo preso dias depois, no Mato Grosso. As investigações foram conduzidas pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Aquidauana.

Jornal Midiamax