Polícia

A mando de preso, jovem matou para ter dívida de R$ 500 perdoada por traficantes

Igor Ferdinando de Almeida, acusado de matar Marcio Rogério da Silva no ano passado, em Campo Grande, teria cometido o crime para quitar uma dívida de R$ 500 com o tráfico de drogas, contraída enquanto esteve preso por outro delito. O rapaz encontra-se recolhido e, nesta semana, teve habeas corpus negado pela 2ª Câmara Criminal […]

Renan Nucci Publicado em 19/03/2021, às 16h40 - Atualizado às 17h46

Caso foi investigado pela 5ªDP. (Foto: Henrique Arakaki / Arquivo Midiamax)
Caso foi investigado pela 5ªDP. (Foto: Henrique Arakaki / Arquivo Midiamax) - Caso foi investigado pela 5ªDP. (Foto: Henrique Arakaki / Arquivo Midiamax)

Igor Ferdinando de Almeida, acusado de matar Marcio Rogério da Silva no ano passado, em Campo Grande, teria cometido o crime para quitar uma dívida de R$ 500 com o tráfico de drogas, contraída enquanto esteve preso por outro delito. O rapaz encontra-se recolhido e, nesta semana, teve habeas corpus negado pela 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime ocorreu na noite do dia 17 de junho de 2020, no Portal Caiobá. Na oportunidade, Igor e um adolescente, juntamente com outros indivíduos não identificados, mataram Rogério. Informações são de que o rapaz teria recebido telefonema de um presidiário determinando a morte de Márcio Rogério.

Caso a vítima fosse assassinada, Igor teria a dívida das drogas perdoada. Diante dos fatos, ele ofereceu dinheiro ao adolescente e aos demais envolvidos. Na data do crime, ficaram nas proximidades da casa da vítima, na Rua da Física, aguardando a chegada. Quando Márcio Rogério se aproximou, foi atacado e o grupo tentou colocá-lo à força dentro de um carro.

No entanto, ele conseguiu fugir e saiu correndo, mas foi perseguido, baleado e morto. No curso das investigações realizadas pela 5ª Delegacia de Polícia Civil, o rapaz foi preso e teve o pedido de revogação da prisão preventiva negado. A defesa então recorreu ao TJMS alegando constrangimento ilegal, tendo em vista que já havia se passado mais de 200 dias desde a abertura do processo. Porém, o pedido foi novamente negado e ele segue preso.

Jornal Midiamax