Polícia

Preso por matar e carbonizar dono de boate no Céuzinho tem pedido de liberdade negado

Foi negado pedido de habeas corpus a Igor Figueiró Rando, 21 anos, acusado de participar do homicídio do empresário Ronaldo Nepomuceno Neves, 48 anos. O crime aconteceu no dia 11 de setembro na região da cachoeira do Céuzinho e o corpo da vítima foi encontrado na manhã seguinte, incinerado. No pedido, a defesa de Igor […]

Renata Portela Publicado em 03/11/2020, às 14h48

Camionete e corpo da vítima foram queimados (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Camionete e corpo da vítima foram queimados (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Camionete e corpo da vítima foram queimados (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi negado pedido de habeas corpus a Igor Figueiró Rando, 21 anos, acusado de participar do homicídio do empresário Ronaldo Nepomuceno Neves, 48 anos. O crime aconteceu no dia 11 de setembro na região da cachoeira do Céuzinho e o corpo da vítima foi encontrado na manhã seguinte, incinerado.

No pedido, a defesa de Igor alega que ele está preso sem justificativa ou fundamentação. Assim, afirma que não houve participação do denunciado nos fatos e que ele apenas teria dado carona aos acusados após o crime. Isso, supostamente com base nos depoimentos dos envolvidos.

Portanto a defesa pediu a liberdade provisória. Apesar disso, na denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) consta que Igor teria participado ativamente do crime. Isso, por ter ajudado a imobilizar e amordaçar Ronaldo e depois ainda por ter dado fuga aos comparsas no Gol vermelho.

Também consta na denúncia que Igor teria comprado a gasolina usada para atear fogo no corpo de Ronaldo e também na camionete da vítima, uma Ford Ranger. Além do homicídio, com Igor e um comparsa foram encontradas porções de droga, que configuraram tráfico. Há ainda no processo a informação de que ele é reincidente e cumpria pena por outro crime.

Pedido negado

A decisão da 1ª Câmara Criminal foi de negar o pedido, uma vez que Igor é reincidente. Por isso, a necessidade de manter a prisão, para garantia da ordem pública. Restou evidenciado que ele teria cometido o crime descumprindo liberdade condicional.

Relembre o caso

Segundo consta na denúncia, no fim da tarde do dia 11 de setembro, Kelvin Dinderson dos Santos foi até a boate de Ronaldo para esclarecer um furto ocorrido no dia anterior. Com isso, ele foi torturado, agredido com choques elétricos, pauladas e golpes de faca. Já por volta das 20 horas, Ronaldo foi ao local conhecido como ‘chacrinha’, onde se encontrou Almiro Cassio Orgeda, Igor e Marcelo Augusto da Costa Lima.

Assim, em determinado momento disse que mataria Kelvin e que ele estava amarrado na boate. Então, Marcelo foi até o estabelecimento comercial, resgatou Kelvin e os dois foram até a chacrinha. Quando chegaram, Kelvin deu um golpe contra Ronaldo, que foi imobilizado e amordaçado pelo grupo.

Depois, os suspeitos decidiram matar Ronaldo para evitar uma retaliação. Marcelo voltou até a boate, buscou a camionete de Ronaldo e com Almiro e Kelvin foi até o Céuzinho. Enquanto isso, Igor foi no próprio carro, para dar fuga. Já no local do crime, Ronaldo foi esganado por Kelvin, que depois o agrediu com golpes na cabeça e pescoço.

Após a morte, Igor teria levado gasolina ao local, usada para incendiar o corpo e o veículo da vítima. O grupo ainda fugiu, mas acabou preso nos dias 14 e 15 de setembro.

Jornal Midiamax