Polícia

PF realiza operação após PCC iniciar guerra pela disputa do controle da fronteira em MS

Na manhã desta sexta-feira (11), a Polícia Federal cumpriu mandados em Ponta Porã, cidade a 346 quilômetros de Campo Grande. A Operação Pêndulo foi desencadeada no contexto dos recentes conflitos na região de fronteira, entre grupos criminosos locais e membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), na disputa pelo controle da região. Conforme as primeiras […]

Renata Portela Publicado em 11/12/2020, às 09h17 - Atualizado às 12h18

Imagem ilustrativa (Arquivo, Midiamax)
Imagem ilustrativa (Arquivo, Midiamax) - Imagem ilustrativa (Arquivo, Midiamax)

Na manhã desta sexta-feira (11), a Polícia Federal cumpriu mandados em Ponta Porã, cidade a 346 quilômetros de Campo Grande. A Operação Pêndulo foi desencadeada no contexto dos recentes conflitos na região de fronteira, entre grupos criminosos locais e membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), na disputa pelo controle da região.

Conforme as primeiras informações da Polícia Federal, a ação cumpriu 3 mandados de busca e apreensão, sendo que nada ilícito foi apreendido. Também não houve prisões em flagrante. Ainda de acordo com a divulgação, a ação mira em imóveis relacionados a pessoas investigadas por ligação com o narcotráfico.

Atuaram na operação 30 policiais federais, no objetivo de mapear e combater organizações criminosas atuantes na área da fronteira. As ações partiram de investigações após os últimos conflitos na área de fronteira com o Paraguai.

Guerra pelo controle da fronteira

Desde o final de novembro, sequestro e morte de pessoas ligadas a Fahd Jamil na fronteira revelaram uma nova guerra pelo controle da fronteira. A princípio, o PCC estaria tentando reaver a ‘gerência’ do tráfico de drogas e armas na região.

Com isso, série de crimes foram desencadeados, até mesmo execuções em Campo Grande. No dia 30 de novembro, Juliano Pereira, o ‘JP’, foi morto na Gameleira e revelou uma ordem de matança pelo PCC. Na época, o Jornal Midiamax apurou que ordem teria partido da cúpula da facção criminosa, ordenando mortes a todos familiares e pessoas ligadas a Fahd Jamil e Jorge Rafaat, assassinado em 2016.

Juliano, a princípio, seria um sobrinho de consideração de Rafaat e foi morto a tiros no início da manhã desta segunda-feira, no Centro Agroindustrial da Gameleira. Haveria um preço para os assassinatos, de R$ 10 mil. No entanto, a ordem do PCC é para que sejam executados aqueles ligados a tais famílias, menos mulheres e crianças.

Jornal Midiamax